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Washington e Teerã iniciarão negociações em Islamabad amanhã, diz primeiro-ministro paquistanês
Washington e Teerã iniciarão negociações em Islamabad amanhã, diz primeiro-ministro paquistanês
Sputnik Brasil
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou nesta sexta-feira (10) que ambas as partes em conflito estão prontas para negociar e resolver as... 10.04.2026, Sputnik Brasil
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Nesse sábado (11), representantes dos EUA e Irã irão se encontrar em Islamabad para negociações de paz.A delegação iraniana chegou em Islamabad nesta sexta-feira (10), liderada pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf. Além dele, também estão presentes Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores; Ali Akbar Ahmadian, secretário do Conselho de Defesa; Abdolnasser Hemmati, governador do Banco Central; e membros do parlamento e especialistas.Antes de ir, Ghalibaf exigiu que as demandas iranianas para que a reunião ocorresse fossem cumpridas. São elas o fim dos ataques contra o Líbano e a liberação de ativos do país que estão bloqueados. As conversas só ocorrerão no sábado (11) se ambas foram feitas.Apesar das afirmações de Sharif, os bombardeios contínuos de Israel no Líbano podem encerrar as conversas antes mesmo de seu início. O presidente do Parlamento do Irã, anunciou nesta sexta-feira que o fim dos ataques contra o Líbano foi uma das exigências impostas a Washington para a reabertura do estreito de Ormuz e, consequentemente, as conversas em Islamabad.Do outro lado da mesa, o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, já deixou o território norte-americano em direção a Islamabad. Ao lado dele, representarão Washington o genro de Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff."Estamos ansiosos pela negociação, acho que será positiva", disse Vance aos repórteres antes de partir para o Paquistão. A delegação dos EUA está indo para as negociações com "diretrizes bastante claras" de Trump, acrescentou o vice-presidente.À repórteres, Trump detalhou que a principal demanda norte-americana é que os iranianos não construam uma bomba nuclear. "Isso é 99%", disse. O líder norte-americano também pareceu indicar que concorda com a cobrança de taxas pela passagem pelo estreito de Ormuz anunciadas por Teerã. Caso as negociações fracassem, no entanto, o presidente republicano prometeu retomar os ataques com ainda mais intensidade. "Estamos carregando os navios com a melhor munição, as melhores armas já feitas — ainda melhores do que as que usamos antes, quando os destruímos completamente", acrescentou.Na última terça-feira (7), Araghchi deu detalhes nas redes sociais do que foi acordado entre Washington e Teerã para as conversas em Islamabad. Segundo o diplomata, a Casa Branca concordou em utilizar a proposta iraniana de dez pontos como ponto de partida para as negociações.Dentre elas está o fim das sanções econômicas contra Teerã, o reconhecimento da soberania iraniana sobre Ormuz e de seu direito de enriquecer urânio, o fim das agressões militares e o pagamento de indenizações ao Irã. Também ficou estabelecido o cessar-fogo entre Israel e Irã, conforme divulgado pelo premiê Sharif.
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Washington e Teerã iniciarão negociações em Islamabad amanhã, diz primeiro-ministro paquistanês
15:47 10.04.2026 (atualizado: 21:25 10.04.2026) O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou nesta sexta-feira (10) que ambas as partes em conflito estão prontas para negociar e resolver as diferenças por meio do diálogo.
Nesse sábado (11), representantes dos EUA e Irã irão se encontrar em Islamabad para
negociações de paz.
"As negociações entre os dois lados são cruciais: ou terão sucesso ou fracassarão na busca por um acordo duradouro."
A delegação iraniana chegou em Islamabad nesta sexta-feira (10), liderada pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf. Além dele, também estão presentes Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores; Ali Akbar Ahmadian, secretário do Conselho de Defesa; Abdolnasser Hemmati, governador do Banco Central; e membros do parlamento e especialistas.
Antes de ir, Ghalibaf exigiu que as demandas iranianas para que a reunião ocorresse fossem cumpridas. São elas o fim dos ataques contra o Líbano e a liberação de ativos do país que estão bloqueados. As conversas só ocorrerão no sábado (11) se ambas foram feitas.
Apesar das afirmações de Sharif, os bombardeios contínuos de Israel no Líbano
podem encerrar as conversas antes mesmo de seu início. O presidente do Parlamento do Irã, anunciou nesta sexta-feira que o
fim dos ataques contra o Líbano foi uma das exigências impostas a Washington para a reabertura do
estreito de Ormuz e, consequentemente, as conversas em Islamabad.
Do outro lado da mesa, o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, já deixou o território norte-americano em direção a Islamabad. Ao lado dele, representarão Washington o genro de Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff.
"Estamos ansiosos pela negociação, acho que será positiva", disse Vance aos repórteres antes de partir para o Paquistão. A delegação dos EUA está indo para as negociações com "diretrizes bastante claras" de Trump, acrescentou o vice-presidente.
À repórteres, Trump detalhou que a principal demanda norte-americana é que os iranianos não construam uma bomba nuclear. "Isso é 99%", disse. O líder norte-americano também pareceu indicar que concorda com a cobrança de taxas pela passagem pelo estreito de Ormuz anunciadas por Teerã.
"O estreito vai abrir. Se acabarmos de sair, o estreito vai... caso contrário, não ganhariam dinheiro. Então o estreito vai abrir."
Caso as negociações fracassem, no entanto, o presidente republicano prometeu retomar os ataques com ainda mais intensidade. "Estamos carregando os navios com a melhor munição, as melhores armas já feitas — ainda melhores do que as que usamos antes, quando os destruímos completamente", acrescentou.
Na última terça-feira (7),
Araghchi deu detalhes nas redes sociais do que foi
acordado entre Washington e Teerã para as conversas em Islamabad. Segundo o diplomata,
a Casa Branca concordou em utilizar a proposta iraniana de dez pontos como ponto de partida para as negociações.
Dentre elas está o fim das sanções econômicas contra Teerã, o reconhecimento da soberania iraniana sobre Ormuz e de seu direito de enriquecer urânio, o fim das agressões militares e o pagamento de indenizações ao Irã. Também ficou estabelecido o cessar-fogo entre Israel e Irã, conforme divulgado pelo premiê Sharif.
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