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Trump avalia ataques limitados contra o Irã, diz relatório

© AP Photo / Julia Demaree NikhinsonO presidente norte-americano Donald Trump conversa com repórteres na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, em Washington, 6 de abril de 2026
O presidente norte-americano Donald Trump conversa com repórteres na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, em Washington, 6 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 12.04.2026
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Após cerca de 25 horas de negociações em Islamabad terminarem sem acordo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus assessores passaram a avaliar a retomada de ataques militares limitados contra o Irã, segundo informações do The Wall Street Journal.
Destaca-se que, além da manutenção de um bloqueio no estreito de Ormuz, é necessário romper o impasse nas negociações de paz.
Entre as opções analisadas estão ataques aéreos pontuais contra alvos iranianos, enquanto uma campanha mais ampla de bombardeios é considerada menos provável, embora não esteja totalmente descartada. O receio de uma escalada regional e de um envolvimento militar prolongado pesa nas deliberações.
Além disso, autoridades norte-americanas estudam a possibilidade de manter um bloqueio marítimo temporário, ao mesmo tempo em que pressionam aliados a assumir, no futuro, uma missão de escolta naval no estreito de Ormuz. A estratégia busca combinar pressão militar e diplomática para forçar avanços nas negociações com Teerã.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em reunião na Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 12.04.2026
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Para o especialista egípcio em contraterrorismo e guerras de informação, coronel Hatem Saber, o fracasso das negociações marca uma mudança significativa no cenário do conflito. "O fracasso das negociações não se deveu apenas a divergências técnicas, mas a um choque direto das 'linhas vermelhas' de ambas as partes", afirmou.
Segundo ele, os Estados Unidos insistiram em uma “última e melhor oferta”, com condições duras envolvendo a abertura do estreito de Ormuz e a interrupção do programa nuclear iraniano, alinhadas à política de "pressão máxima".
Já o Irã rejeitou o que classificou como "condições excessivas", insistindo em sua soberania sobre a hidrovia e defendendo que a diplomacia deve servir à proteção de seus interesses nacionais — e não à imposição de concessões estruturais.
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