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Mídia: bloqueio dos EUA a portos iranianos ameaça fluxo global de petróleo e eleva tensão no golfo

© AP Photo / Rafiq MaqboolO navio-tanque Shenlong Suezmax, com bandeira da Libéria e carregado com petróleo bruto da Arábia Saudita, que chegou após atravessar o estreito de Ormuz, é visto no Porto de Mumbai, Índia, 12 de março de 2026
O navio-tanque Shenlong Suezmax, com bandeira da Libéria e carregado com petróleo bruto da Arábia Saudita, que chegou após atravessar o estreito de Ormuz, é visto no Porto de Mumbai, Índia, 12 de março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 13.04.2026
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Os EUA anunciaram que bloqueariam, a partir desta segunda‑feira (13), todo o tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos, medida que poderia retirar cerca de 2 milhões de barris diários de petróleo iraniano do mercado global.
De acordo com a Reuters, a decisão de Washington de bloquear o estreito de Ormuz amplia a pressão sobre Teerã após o fracasso das negociações de paz realizadas no fim de semana em Islamabad.
O presidente Donald Trump afirmou que a Marinha iniciaria o bloqueio a navios que tentassem cruzar o estreito de Ormuz rumo ao Irã ou partindo dele. O Comando Central dos EUA detalhou que a restrição se aplicaria exclusivamente a embarcações ligadas a portos iranianos ou que tivessem pagado alguma taxa para o país persa, preservando a navegação de navios com origem ou destino em outros países do golfo.

A resposta iraniana veio rapidamente: o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou que qualquer aproximação militar ao estreito seria tratada como violação do cessar‑fogo e enfrentada com rigor.

Analistas militares consultados pela mídia britânica, como o almirante aposentado Gary Roughead, afirmaram que o Irã poderia reagir atacando navios no golfo ou infraestrutura de países que abrigam forças norte-americanas.
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O bloqueio afetaria diretamente uma das principais fontes de petróleo do mercado internacional. O Irã exportou 1,84 milhão de barris por dia em março e já havia embarcado 1,71 milhão em abril, segundo dados da Kpler. Antes da guerra, a produção elevada levou a níveis quase recordes de petróleo iraniano armazenado em navios, ultrapassando 180 milhões de barris.
Apesar do cessar‑fogo firmado na semana anterior, o tráfego pelo estreito de Ormuz seguia praticamente paralisado. Petroleiros evitavam a rota, embora alguns navios tenham conseguido transitar no fim de semana, incluindo embarcações com bandeiras do Paquistão, da Libéria e de Malta, que tentaram carregar cargas nos Emirados, Kuwait e Iraque, segundo a apuração.

Três superpetroleiros totalmente carregados conseguiram deixar o golfo no sábado (11), os primeiros desde o acordo entre Washington e Teerã. Ainda assim, cerca de 187 petroleiros permaneciam dentro do golfo, com 172 milhões de barris de petróleo e derivados a bordo, segundo a Kpler.

Antes da guerra, a China era o principal destino do petróleo iraniano, mas uma recente isenção de sanções dos EUA permitiu que outros compradores, como a Índia, retomassem importações. O país asiático deve receber nesta semana seu primeiro carregamento iraniano em sete anos, segundo dados de rastreamento.

O estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás natural antes do conflito, continua sendo um ponto crítico para o abastecimento mundial. A maior parte dessas cargas segue para a Ásia, região mais dependente das importações e que agora observa com preocupação o impacto potencial do bloqueio norte-americano.

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