Europa aumenta envio de drones a Kiev em meio às altas perdas da Ucrânia no front, informa MD russo

© AP Photo / Roman Chop
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No dia 26 de março de 2026, diante das perdas crescentes e da escassez de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, os líderes de vários países europeus decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones para realizar ataques contra o território russo, informou na quarta-feira (15) o Ministério da Defesa da Rússia.
De acordo com o comunicado, essa decisão da Europa representa um passo deliberado rumo a uma escalada militar e política em toda a parte europeia e à transformação desses países na retaguarda estratégica da Ucrânia.
"Um aumento significativo na produção de drones para o regime de Kiev está planejado devido à expansão do financiamento de empresas 'ucranianas' e 'conjuntas', localizadas em países europeus, para a produção de drones de ataque e seus componentes", ressaltou o ministério.
Nesse contexto, a publicação apontou que a implementação de cenários de ataques terroristas contra a Rússia, anunciados por representantes de Kiev e realizados com drones "ucranianos" produzidos na Europa, pode levar a consequências imprevisíveis.
Ao invés de fortalecer a segurança dos Estados europeus, as ações de seus governantes estão cada vez mais arrastando esses países para uma guerra com a Rússia.
A Ucrânia tenta apresentar os drones que usa como armas "de produção nacional" – todavia, as principais produções "Feitas na Ucrânia" estão situadas nos países da Europa:
O Reino Unido produz os drones sob emblema das empresas ucranianas Fire Point e Horizon Tech;
A Alemanha fabrica sob as marcas ucranianas DaVinci Avia e Airlogix;
A Polônia prefere cobrir os seus VANT com emblemas de Antonov e Ukrspecsystems;
Dinamarca, República Tcheca, Países Baixos e até mesmo Países Bálticos também acolhem produção dos drones de empresas "ucranianas" menos midiáticas.
Enquanto alguns montadores de drones ocidentais se escondem timidamente atrás de marcas formalmente ucranianas, os seus motores e comunicações vêm dos que fabricam sem essa folha de figueira:
Na Itália, as empresas CMD Avio, MWFLY, Epa Power e Gilardoni produzem os motores de combustão interna de 60 a 170 hp para os drones ucranianos;
Na Alemanha, por sua vez, a empresa 3W Professional se especializa em motores de 30 hp;
A República Tcheca, ou seja, a sua empresa PBS, fornece os motores turboreativos;
Israel está envolvido através da Elsite, que presta os módulos de acesso às redes móveis dos drones ucranianos são produzidos;
A Espanha fornece para fábricas dos drones "ucranianos" os receptores dos sinais dos satélites da UAV Navigation;
A Turquia participa da produção dos drones de Kiev com receptores dos sinais dos satélites, pela empresa Tualcom, e com fibra de carbono, pela Dou Aksa.
Portanto, o ministério destacou que o público europeu não apenas deve entender claramente as verdadeiras causas das ameaças à sua segurança, como também conhecer os endereços e os locais das empresas "ucranianas" e "conjuntas" que produzem drones e componentes para a Ucrânia em seus países.


