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'O mundo precisa de diálogo, não de guerra', diz Lula em declaração na Alemanha (VÍDEOS)
'O mundo precisa de diálogo, não de guerra', diz Lula em declaração na Alemanha (VÍDEOS)
Sputnik Brasil
Em visita à Alemanha durante a Feira de Hanover, Lula afirmou que a redução de tensões globais depende do fim dos conflitos armados, defendeu reformas no... 20.04.2026, Sputnik Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20), na Alemanha, em coletiva de imprensa que a solução para crises internacionais não passa por medidas paliativas, mas pelo fim das guerras. Lula relembrou negociações conduzidas em 2010, quando participou de tratativas com o Irã ao lado da Turquia. Segundo ele, o acordo firmado à época previa que Teerã não enriqueceria urânio para fins militares, mantendo parte do material sob custódia turca. O presidente afirmou que o entendimento foi aceito pelo governo iraniano após reuniões com autoridades do país. "Convenci o [Mahmoud] Ahmadinejad da necessidade de tranquilizar o mundo", disse.Segundo ele, a proposta assinada pelo então presidente iraniano seguia parâmetros enviados pelo governo norte‑americano. "Nós convencemos Ahmadinejad a assinar a proposta sem saber que era do [Barack] Obama", declarou.Ele citou ainda a falta de água potável, educação e condições básicas de vida para milhões de pessoas, defendendo que líderes globais priorizem "mais diálogo, mais conversa, mais multilateralismo".Lula voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU (CSNU), afirmando que o órgão não pode permanecer restrito a cinco países com poder de veto. Lula concluiu dizendo que conflitos devem ser resolvidos por meios diplomáticos.
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'O mundo precisa de diálogo, não de guerra', diz Lula em declaração na Alemanha (VÍDEOS)
11:43 20.04.2026 (atualizado: 12:15 20.04.2026) Em visita à Alemanha durante a Feira de Hanover, Lula afirmou que a redução de tensões globais depende do fim dos conflitos armados, defendeu reformas no Conselho de Segurança da ONU e criticou bloqueios e intervenções externas, dizendo que o mundo deveria priorizar paz, desenvolvimento e direitos humanos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20), na Alemanha, em coletiva de imprensa que a
solução para crises internacionais não passa por medidas paliativas, mas
pelo fim das guerras.
Questionado sobre alternativas para reduzir tensões e impactos globais, respondeu que "a mais eficaz de todas é parar com essa guerra", argumentando que não há justificativa para o atual cenário de confrontos.
Lula relembrou negociações conduzidas em 2010, quando participou de tratativas com o Irã ao lado da Turquia. Segundo ele, o acordo firmado à época previa que
Teerã não enriqueceria urânio para fins militares, mantendo parte do material sob custódia turca. O presidente afirmou que o entendimento foi aceito pelo
governo iraniano após reuniões com autoridades do país. "Convenci o [Mahmoud] Ahmadinejad da necessidade de tranquilizar o mundo", disse.
Ele criticou, porém, a reação posterior das potências ocidentais. Lula afirmou que, mesmo após o acordo, "tanto os companheiros da União Europeia [UE] quanto os Estados Unidos aumentaram o bloqueio ao Irã".
Segundo ele, a proposta assinada pelo então presidente iraniano seguia parâmetros enviados pelo
governo norte‑americano. "Nós
convencemos Ahmadinejad a assinar a proposta sem saber que era do [Barack] Obama", declarou.
O presidente afirmou que o mundo vive um desequilíbrio entre gastos militares e necessidades sociais. "Não existe justificativa para gastar US$ 2,7 trilhões [cerca de R$ 13,55 trilhões] com guerras e armas quando você tem 630 milhões de pessoas passando fome", disse.
Ele citou ainda a
falta de água potável, educação e condições básicas de vida para milhões de pessoas, defendendo que
líderes globais priorizem "mais diálogo, mais conversa, mais multilateralismo".
Lula voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU (CSNU), afirmando que o órgão não pode permanecer restrito a cinco países com poder de veto.
O presidente também reiterou sua posição contrária a intervenções externas e violações de soberania. "Eu serei contra a invasão de Cuba, como fui contra a da Venezuela", disse. Ele defendeu o princípio da autodeterminação dos povos e criticou bloqueios econômicos, citando o embargo a Cuba como "uma vergonha mundial".
Lula concluiu dizendo que conflitos devem ser resolvidos por meios diplomáticos.
"Se a gente continuar a acreditar que deve prevalecer a lei do mais forte, isso já aconteceu outras vezes no mundo — e não deu certo", afirmou. Para ele, "muita conversa, muita diplomacia" são os caminhos para reduzir tensões e evitar novas crises internacionais.
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