https://noticiabrasil.net.br/20260422/china-expressa-preocupacao-apos-japao-flexibilizar-regras-de-exportacao-de-armas-49839854.html
China expressa preocupação após Japão flexibilizar regras de exportação de armas
China expressa preocupação após Japão flexibilizar regras de exportação de armas
Sputnik Brasil
A China expressou "séria preocupação" com a recente revisão das regras pelo governo do Japão para permitir a venda de armas ao exterior, informou nesta... 22.04.2026, Sputnik Brasil
2026-04-22T00:23-0300
2026-04-22T00:23-0300
2026-04-22T06:51-0300
panorama internacional
ásia e oceania
japão
china
ásia
xinhua
ministério das relações exteriores
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e9/09/03/42897819_0:0:3072:1728_1920x0_80_0_0_de4005a730c68b7d3a9a5815197c59e7.jpg
De acordo com a notícia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, declarou em coletiva de imprensa que o Japão não deveria ter indústrias que "lhe permitam se rearmar para a guerra".Ele afirmou que militaristas japoneses, no século passado, cometeram "crimes hediondos" contra a China e outros países vizinhos da Ásia e que, diante desse histórico de agressão, e para evitar o ressurgimento do militarismo japonês, a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam, o Instrumento de Rendição do Japão e uma série de documentos com pleno efeito legal no direito internacional exigem explicitamente que o Japão seja "completamente desarmado". A Constituição japonesa também prevê restrições rigorosas à força militar do país, ao direito de beligerância e ao direito de guerra, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.As recentes iniciativas do Japão nas áreas militar e de segurança contradizem sua autodeclarada "dedicação à paz" e a adesão à política de "defesa exclusivamente defensiva", afirmou Guo, acrescentando que muitos especialistas e acadêmicos expressaram preocupação de que o país esteja retomando sua "máquina de guerra" e "exportando guerras".O governo do Japão revisou suas regras de exportação de armamentos, passando a permitir a venda de equipamentos militares ao exterior, inclusive com capacidade letal.A decisão foi aprovada pelo gabinete e pelo Conselho de Segurança Nacional do país. Segundo o secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara, a revisão altera os chamados "três princípios sobre a transferência de equipamentos e tecnologia de defesa", que até então limitavam severamente esse tipo de exportação.Com as mudanças, o governo japonês abandona a classificação anterior que restringia exportações a cinco categorias não combativas, como resgate, transporte, vigilância e desminagem. A partir de agora, os equipamentos passam a ser divididos entre "armas" e "não armas", com base na capacidade letal.Embora, em princípio, a exportação de armamentos para países em conflito continue proibida, o novo marco prevê exceções em "circunstâncias especiais", levando em conta as necessidades de segurança do Japão.Segundo o governo, a medida também busca fortalecer a indústria de defesa nacional e sua base tecnológica. O secretário destacou ainda que o país pretende manter seu compromisso com a paz, apesar da flexibilização das regras.
https://noticiabrasil.net.br/20260215/em-munique-alerta-de-chanceler-chines-expoe-risco-de-retorno-militarista-no-japao-diz-analista-48016926.html
japão
china
ásia
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e9/09/03/42897819_0:0:2732:2048_1920x0_80_0_0_319d43d649c6a56f1e1b5851b2364cfc.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
ásia e oceania, japão, china, ásia, xinhua, ministério das relações exteriores
ásia e oceania, japão, china, ásia, xinhua, ministério das relações exteriores
China expressa preocupação após Japão flexibilizar regras de exportação de armas
00:23 22.04.2026 (atualizado: 06:51 22.04.2026) A China expressou "séria preocupação" com a recente revisão das regras pelo governo do Japão para permitir a venda de armas ao exterior, informou nesta terça-feira (21) o site de notícias chinês Xinhua.
De acordo com a notícia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo
Jiakun, declarou
em coletiva de imprensa que o Japão
não deveria ter indústrias que "lhe permitam se rearmar para a
guerra".Ele afirmou que militaristas japoneses, no século passado, cometeram "crimes hediondos" contra a China e outros países vizinhos da Ásia e que, diante desse histórico de agressão, e para evitar o ressurgimento do militarismo japonês, a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam, o Instrumento de Rendição do Japão e uma série de documentos com pleno efeito legal no direito internacional exigem explicitamente que o Japão seja "completamente desarmado".
A Constituição japonesa também prevê restrições rigorosas à força militar do país, ao direito de beligerância e ao direito de guerra, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
As recentes iniciativas do Japão nas áreas militar e de segurança contradizem sua autodeclarada "dedicação à paz" e a adesão à política de "defesa exclusivamente defensiva", afirmou Guo, acrescentando que muitos especialistas e acadêmicos expressaram preocupação de que o país esteja retomando sua "máquina de guerra" e "exportando guerras".
"A aceleração da remilitarização do Japão já é uma realidade e vem acompanhada de um roteiro concreto e de medidas em andamento. A comunidade internacional, incluindo a China, permanecerá altamente vigilante e resistirá firmemente aos movimentos imprudentes de neomilitarismo do Japão", concluiu.
O governo do Japão revisou suas regras de exportação de armamentos, passando a permitir a venda de equipamentos militares ao exterior, inclusive com capacidade letal.
A decisão foi aprovada pelo gabinete e pelo Conselho de Segurança Nacional do país. Segundo o
secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara, a revisão altera os chamados "três princípios sobre a transferência de
equipamentos e tecnologia de defesa", que até então limitavam severamente esse tipo de exportação.
Com as mudanças, o governo japonês abandona a classificação anterior que restringia exportações a cinco categorias não combativas, como resgate, transporte, vigilância e desminagem. A partir de agora, os equipamentos passam a ser divididos entre "armas" e "não armas", com base na capacidade letal.
Embora, em princípio, a
exportação de armamentos para países em conflito continue proibida, o novo marco prevê exceções em "circunstâncias especiais", levando em conta as
necessidades de segurança do Japão.
Segundo o governo, a medida também busca
fortalecer a indústria de defesa nacional e sua base tecnológica. O secretário destacou ainda que o país pretende manter seu compromisso com a paz,
apesar da flexibilização das regras.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).