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China expressa preocupação após Japão flexibilizar regras de exportação de armas

© AP Photo / Ng Han GuanA bandeira da China é hasteada antes de um desfile militar em comemoração ao 80º aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, realizado em frente ao Portão de Tiananmen, em Pequim. 2025.
A bandeira da China é hasteada antes de um desfile militar em comemoração ao 80º aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, realizado em frente ao Portão de Tiananmen, em Pequim. 2025. - Sputnik Brasil, 1920, 22.04.2026
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A China expressou "séria preocupação" com a recente revisão das regras pelo governo do Japão para permitir a venda de armas ao exterior, informou nesta terça-feira (21) o site de notícias chinês Xinhua.
De acordo com a notícia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, declarou em coletiva de imprensa que o Japão não deveria ter indústrias que "lhe permitam se rearmar para a guerra".
Ele afirmou que militaristas japoneses, no século passado, cometeram "crimes hediondos" contra a China e outros países vizinhos da Ásia e que, diante desse histórico de agressão, e para evitar o ressurgimento do militarismo japonês, a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam, o Instrumento de Rendição do Japão e uma série de documentos com pleno efeito legal no direito internacional exigem explicitamente que o Japão seja "completamente desarmado".
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A Constituição japonesa também prevê restrições rigorosas à força militar do país, ao direito de beligerância e ao direito de guerra, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
As recentes iniciativas do Japão nas áreas militar e de segurança contradizem sua autodeclarada "dedicação à paz" e a adesão à política de "defesa exclusivamente defensiva", afirmou Guo, acrescentando que muitos especialistas e acadêmicos expressaram preocupação de que o país esteja retomando sua "máquina de guerra" e "exportando guerras".
"A aceleração da remilitarização do Japão já é uma realidade e vem acompanhada de um roteiro concreto e de medidas em andamento. A comunidade internacional, incluindo a China, permanecerá altamente vigilante e resistirá firmemente aos movimentos imprudentes de neomilitarismo do Japão", concluiu.
O governo do Japão revisou suas regras de exportação de armamentos, passando a permitir a venda de equipamentos militares ao exterior, inclusive com capacidade letal.
A decisão foi aprovada pelo gabinete e pelo Conselho de Segurança Nacional do país. Segundo o secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara, a revisão altera os chamados "três princípios sobre a transferência de equipamentos e tecnologia de defesa", que até então limitavam severamente esse tipo de exportação.
Com as mudanças, o governo japonês abandona a classificação anterior que restringia exportações a cinco categorias não combativas, como resgate, transporte, vigilância e desminagem. A partir de agora, os equipamentos passam a ser divididos entre "armas" e "não armas", com base na capacidade letal.
Embora, em princípio, a exportação de armamentos para países em conflito continue proibida, o novo marco prevê exceções em "circunstâncias especiais", levando em conta as necessidades de segurança do Japão.
Segundo o governo, a medida também busca fortalecer a indústria de defesa nacional e sua base tecnológica. O secretário destacou ainda que o país pretende manter seu compromisso com a paz, apesar da flexibilização das regras.
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