https://noticiabrasil.net.br/20260423/petrobras-e-eixo-central-de-disputa-entre-espectros-politicos-e-robustez-impede-mudancas-bruscas-49871695.html
Petrobras é 'eixo central' de disputa entre espectros políticos, e robustez impede mudanças bruscas
Petrobras é 'eixo central' de disputa entre espectros políticos, e robustez impede mudanças bruscas
Sputnik Brasil
Em entrevista à Sputnik Brasil, especialista afirma que decisões da estatal não devem ser afetadas pelos movimentos eleitorais, uma vez que a empresa é um... 23.04.2026, Sputnik Brasil
2026-04-23T17:55-0300
2026-04-23T17:55-0300
2026-04-23T18:08-0300
notícias do brasil
luiz inácio lula da silva
michel temer
jair bolsonaro
brasil
irã
estados unidos
petrobras
sputnik brasil
pemex
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/04/17/49871934_0:42:1170:700_1920x0_80_0_0_916aac0482d22524d3911688d642931e.jpg
A Petrobras tem marcado presença nos noticiários nacionais e internacionais nas últimas semanas com a possibilidade do desenvolvimento de grandes projetos. A estatal petrolífera brasileira estuda a recompra da refinaria de Mataripe, tem conversas para exploração do Golfo do México ao lado da Pemex e retomará a construção de uma fábrica de fertilizantes localizada em Três Lagoas (MS).Com ações na casa dos R$ 47 pela primeira vez desde 2008, impulsionadas pela descoberta do pré-sal àquela época, a Petrobras vive uma fase de recuperação de investimentos e projeta a autossuficiência em diesel até 2030.Este cenário de aparente estabilidade da estatal, no entanto, pode ser abalado com as eleições de outubro. Embora o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, esteja no páreo, a vitória de um candidato neoliberal pode culminar em mudanças estratégicas no país. A afirmação é de Charles Chelala, economista, mestre em desenvolvimento regional e professor de ciências ambientais na Universidade Federal do Amapá (Unifap).Em entrevista à Sputnik Brasil, ele lembra que durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, entre 2016 e 2022, a Petrobras focou em enxugar o número de subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Liquigás, além de pagar altos dividendos aos seus acionistas.Embora haja um entendimento de que a vitória de candidatos mais à direita possa culminar na redução da participação da Petrobras no mercado do petróleo, Chelala ressalta que as pesquisas de intenção de voto e até a vitória de um novo presidente em outubro não mudam os planos da Petrobras por ora.O economista compara a Petrobras com um "transatlântico": por ser gigante, a estatal faz movimentações lentas e que impedem mudanças bruscas, o que é visto com ambiguidade por ele.Eleições não interferem na Petrobras, mas Petrobras interfere nas eleiçõesA guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã fez com que o governo de Teerã fechasse o estreito de Ormuz. Cerca de 25% do combustível global passa pelo local, o que provocou o aumento da gasolina, diesel e querosene de aviação em todo o mundo, incluindo o Brasil.Apesar de o país ser autossuficiente em petróleo, a Petrobras não tem capacidade de atender toda a demanda brasileira por combustível. Como consequência, precisamos importar cerca de 30% do óleo diesel consumido aqui, ficando suscetível a alterações no emrcado.O eleitor, por sua vez, não se importa se foi uma guerra iniciada por Teerã, Tel Aviv ou Washington, explica Chelala. Segundo o economista, tanto faz para o brasileiro a posição do país no conflito se os preços nas bombas continuarem altos.Chelala também alerta que as movimentações da Petrobras nos próximos meses serão lidas como medidas eleitoreiras, esmo que planejadas há meses e harmônicas com decisões tomadas anteriormente pela atual gestão.O economista também destaca que momentos de crise, como este causado pela guerra no Irã, são oportunidades para o Brasil "avançar e construir espaços que não lhe seriam dados" em outras condições. Além da Petrobras, o especialista reforça que outras estatais podem ganhar tração, inclusive em áreas com destaque mais recente, como os minerais críticos.
https://noticiabrasil.net.br/20260402/pocos-profundos-x-novo-tipo-de-petroleo-quais-as-vantagens-da-parceria-entre-petrobras-e-pemex-49434728.html
brasil
irã
estados unidos
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
Petrobras manterá rumo independentemente do resultado eleitoral, avalia economista
Sputnik Brasil
Petrobras manterá rumo independentemente do resultado eleitoral, avalia economista
2026-04-23T17:55-0300
true
PT1S
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/04/17/49871934_160:0:1093:700_1920x0_80_0_0_594e1eeeb5e61677c65dc3898b8d5963.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
luiz inácio lula da silva, michel temer, jair bolsonaro, brasil, irã, estados unidos, petrobras, sputnik brasil, pemex, vídeo
luiz inácio lula da silva, michel temer, jair bolsonaro, brasil, irã, estados unidos, petrobras, sputnik brasil, pemex, vídeo
Petrobras é 'eixo central' de disputa entre espectros políticos, e robustez impede mudanças bruscas
17:55 23.04.2026 (atualizado: 18:08 23.04.2026) Especiais
Em entrevista à Sputnik Brasil, especialista afirma que decisões da estatal não devem ser afetadas pelos movimentos eleitorais, uma vez que a empresa é um "transatlântico" no mundo do petróleo.
A
Petrobras tem marcado presença nos noticiários nacionais e internacionais nas últimas semanas com a possibilidade do desenvolvimento de grandes projetos. A estatal petrolífera brasileira estuda a
recompra da refinaria de Mataripe, tem conversas para exploração do Golfo do México
ao lado da Pemex e retomará a
construção de uma fábrica de fertilizantes localizada em Três Lagoas (MS).
Com ações na casa dos R$ 47 pela primeira vez desde 2008, impulsionadas pela descoberta do pré-sal àquela época, a Petrobras vive uma fase de recuperação de investimentos e projeta a autossuficiência em diesel até 2030.
Este cenário de aparente estabilidade da estatal, no entanto, pode ser abalado com as
eleições de outubro. Embora o atual presidente do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, esteja no páreo, a
vitória de um candidato neoliberal pode culminar em mudanças estratégicas no país.
"O Brasil sempre teve um projeto de desenvolvimento nacional nacionalista, e um projeto mais focado e orientado por interesses externos. De certa forma, a Petrobras sempre foi o eixo central dessa batalha."
A afirmação é de Charles Chelala, economista, mestre em desenvolvimento regional e professor de ciências ambientais na Universidade Federal do Amapá (Unifap).
Em entrevista à Sputnik Brasil, ele lembra que durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, entre 2016 e 2022, a Petrobras focou em enxugar o número de subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Liquigás, além de pagar altos dividendos aos seus acionistas.
Embora haja um entendimento de que a vitória de candidatos mais à direita possa culminar na redução da participação da Petrobras no mercado do petróleo, Chelala ressalta que as pesquisas de intenção de voto e até a vitória de um novo presidente em outubro não mudam os planos da Petrobras por ora.
"Primeiro existe um plano de ação de desenvolvimento, que é um plano muito pensado, estratégico, como qualquer grande empresa, como é a Petrobras. E, segundo, [a Petrobras] está seguindo a orientação atual da direção e a direção da Petrobras não vai ser mudada, independentemente de quem seja o presidente da República no dia 1º de janeiro de 2027. Ela tem um processo de análise de discussão, de escolha, de indicação, inclusive, que vai levar durante mais algum período."
O economista compara a Petrobras com um "transatlântico": por ser gigante, a estatal faz movimentações lentas e que impedem mudanças bruscas, o que é visto com ambiguidade por ele.
"O seu plano de investimentos é adotado, aprovado por suas diretorias, por seu conselho de acionistas. Então, não consegue realmente dar um cavalo de pau nesse transatlântico em dois ou três meses."
Eleições não interferem na Petrobras, mas Petrobras interfere nas eleições
A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã fez com que o governo de Teerã fechasse o
estreito de Ormuz.
Cerca de 25% do combustível global passa pelo local, o que provocou o aumento da gasolina, diesel e querosene de aviação em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Apesar de o país ser autossuficiente em petróleo, a Petrobras não tem capacidade de atender toda a demanda brasileira por combustível. Como consequência, precisamos importar cerca de 30% do óleo diesel consumido aqui, ficando suscetível a alterações no emrcado.
O eleitor, por sua vez, não se importa se foi uma guerra iniciada por Teerã, Tel Aviv ou Washington, explica Chelala. Segundo o economista, tanto faz para o brasileiro a posição do país no conflito se os preços nas bombas continuarem altos.
"No final, especialmente no diesel e repercussão nos preços gerais, [a crítica] vai ser debitada no governo de plantão. Então, existe uma maldição do incumbente. [O aumento do preço dos combustíveis] vai ser fortemente debatido e discutido no processo eleitoral."
Chelala também alerta que as movimentações da Petrobras nos próximos meses serão lidas como medidas eleitoreiras, esmo que planejadas há meses e harmônicas com decisões tomadas anteriormente pela atual gestão.
"Toda e qualquer mudança de decisões na direção da Petrobras, com riscos previstos pela mudança de orientação, vai ser rapidamente identificada com medidas populistas. O problema é que ela vai ter que enfrentar esse debate, que eu acho um debate desnecessário e até equivocado."
O economista também destaca que momentos de crise, como este causado pela guerra no Irã, são oportunidades para o Brasil "avançar e construir espaços que não lhe seriam dados" em outras condições. Além da Petrobras, o especialista reforça que outras estatais podem ganhar tração, inclusive em áreas com destaque mais recente, como os minerais críticos.
"Acredito que agora nós temos condições reais de tentar colocar uma retomada desse processo de desenvolvimento local, nacional, pensando em nós. Por isso, passa por forte investimento na nossa indústria, forte investimento."
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).