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Regras eleitorais restringem influenciadores e expõem nova disputa digital em 2026, diz mídia

© Foto / Tânia Rêgo/Agência BrasilColetiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais no Palácio da Democracia, centro da cidade do Rio de Janeiro, 1º de setembro de 2024. Na foto, uma demonstração da urna eletrônica
Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais no Palácio da Democracia, centro da cidade do Rio de Janeiro, 1º de setembro de 2024. Na foto, uma demonstração da urna eletrônica - Sputnik Brasil, 1920, 25.04.2026
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Influenciadores ganham peso nas campanhas, mas a lei eleitoral impõe limites: eles não podem ser pagos, impulsionar conteúdos nem monetizar postagens políticas, enquanto o TSE tenta coibir propaganda disfarçada e desinformação em um ambiente digital fragmentado, dominado por microinfluenciadores, dados e IA.
A atuação de influenciadores digitais nas eleições brasileiras tornou-se um dos principais desafios da Justiça Eleitoral. Embora sejam peças centrais do marketing nas redes sociais, a legislação impõe limites rígidos sobre criadores de conteúdo.

Segundo a legislação eleitoral, influenciadores não podem ser contratados nem pagos para fazer propaganda de candidatos, e as publis pedindo votos são proibidas. Eles podem manifestar apoio ou crítica, mas apenas de forma espontânea, sem contratos, monetização ou impulsionamento.

A lei determina que somente candidatos, partidos e coligações podem impulsionar propaganda eleitoral, usando canais oficiais. Isso cria um cenário em que campanhas tentam atrair influenciadores organicamente, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa identificar propaganda disfarçada. Especialistas apontam uma "zona cinzenta", já que influenciadores podem promover causas ou gestões públicas, mas não campanhas — distinção difícil de fiscalizar.
Quando há propaganda irregular, candidatos e partidos podem sofrer multas, remoção de conteúdo, restrições de impulsionamento e até cassação e inelegibilidade por abuso de poder. Criadores também podem ser punidos e responder criminalmente se divulgarem desinformação. O problema se estende a páginas de memes e fofoca, que funcionam como empresas e são proibidas de fazer campanha ou receber pagamentos de políticos.
Uso das redes sociais para organização política não é exclusividade de jovens - Sputnik Brasil, 1920, 22.04.2026
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Influenciador criado por IA: o novo foco de desinformação nas eleições?
O TSE afirma atuar em campanhas de orientação e combate à desinformação, com séries audiovisuais como "V de Verdade" e "IA Acreditando", além de parcerias com plataformas digitais. Mas o modelo de negócios das redes — baseado em agências intermediárias e monetização — dificulta rastrear quem financia conteúdos, como demonstrou o caso do Banco Master, investigado por supostamente contratar influenciadores para atacar o Banco Central brasileiro.
Desde 2018, quando Jair Bolsonaro venceu com forte estratégia digital, as campanhas passaram a disputar a atenção do eleitor no celular. O impulsionamento foi regulamentado, mas práticas como disparos em massa no WhatsApp foram sendo restringidas.

De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, a disputa não é mais por volume de conteúdo, mas por inteligência de dados. Campanhas buscam entender perfis, rejeições e interesses para entregar mensagens personalizadas — quase invisíveis ao usuário — enquanto as plataformas têm por objetivo atingir nichos diferenciados e por faixa etária.

Essa fragmentação torna mais difícil "furar bolhas" e aumenta o peso dos influenciadores, em um contexto de crise de confiança nas instituições. O algoritmo privilegia conteúdos emocionais e conflituosos, ambiente fértil para desinformação. Campanhas tentam atrair influenciadores, mas precisam garantir que isso ocorra dentro das regras, sem pagamentos ilegais.
Apesar das transformações tecnológicas, marqueteiros veteranos afirmam que a essência permanece: definir o posicionamento estratégico e a narrativa central da campanha. As plataformas mudam, mas o núcleo do trabalho político continua o mesmo, conclui a apuração.
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