EUA revisam proposta de paz do Irã apesar do descontentamento de Trump, diz mídia
06:32 29.04.2026 (atualizado: 06:48 29.04.2026)

© AP Photo / Mark Schiefelbein
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Embora o presidente norte-americano, Donald Trump, esteja insatisfeito com a proposta do Irã sobre cessar-fogo e resolução da situação no estreito de Ormuz, a Casa Branca ainda analisa a mensagem iraniana, afirmou o jornal estatal chinês Global Times.
Citando o vice-diretor do Instituto de Pesquisas Internacionais chinês, Dong Manyuan, o veículo informou que o descontentamento do presidente estadunidense pode não significar uma rejeição completa, deixando espaço para a possibilidade de que Washington possa formular uma contraproposta após uma análise mais aprofundada.
"Um olhar mais atento aos detalhes mostra que o Irã não abandonou suas pré-condições; em vez disso, adiou as negociações sobre a questão nuclear, o que por sua vez destaca o estreito de Ormuz como um ponto-chave de discórdia", opinou o especialista chinês.
Ao mesmo tempo, Dong Manyuan sublinhou a queda da imagem dos Estados Unidos aos olhos da comunidade internacional e o crescimento da desconfiança de uma série de países em todo o mundo com as ações norte-americanas no Golfo Pérsico.
"Repetidas violações no estreito de Ormuz fizeram o mundo pagar pelas ações irresponsáveis dos Estados Unidos. Aquilo que inicialmente causou descontentamento em alguns países agora se transformou em um problema internacional mais amplo que provocou forte oposição de muitas nações", observou o analista.
Cabe lembrar que, segundo informações da mídia, nesta segunda-feira (27), Teerã sugeriu aos EUA um acordo que prevê a abertura do estreito de Ormuz e o adiamento da discussão da questão nuclear para uma data posterior.
Na terça-feira (28), um jornal norte-americano escreveu que Donald Trump estava insatisfeito com a proposta iraniana porque ela previa o adiamento das negociações sobre a questão nuclear iraniana, enquanto esse era um dos pontos-chave para o chefe da Casa Branca.
Nesta quarta-feira (29), o presidente estadunidense instruiu seus assessores a se prepararem para um bloqueio de longo prazo ao Irã, considerando que a retomada dos bombardeios seria uma opção mais arriscada, segundo matéria de outro veículo de imprensa norte-americano.


