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'Não vamos ficar parados': houthis do Iêmen prometem entrar na batalha se EUA atacarem o Irã novamente

© AP Photo / Osamah AbdulrahmanFumaça sobe de um local atingido por ataques aéreos dos EUA em Sanaa. Iêmen, 15 de março de 2025
Fumaça sobe de um local atingido por ataques aéreos dos EUA em Sanaa. Iêmen, 15 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 29.04.2026
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"O Iêmen não é neutro em relação aos ataques em curso contra o Irã, o Líbano e a Palestina", e tem uma política "declarada e explícita" de "apoiar esses países e suas causas justas", afirmou nesta quarta-feira (29) o Ministério das Relações Exteriores do Conselho Político Supremo alinhado aos houthis.

"As hostilidades dos EUA e de Israel contra o Irã, juntamente com atos de pirataria americana no golfo de Omã, lançaram uma pesada sombra sobre o mundo inteiro, causando interrupções nas cadeias de suprimentos e no transporte marítimo internacional e elevando os custos de transporte, os preços de energia e alimentos a níveis sem precedentes", diz o comunicado.

Sanaa confirmou a legitimidade das ações do Irã no estreito de Ormuz, afirmando que "os Estados têm o direito de se defender e de restringir a navegação em suas águas territoriais para combater ameaças à segurança".
O comunicado acrescentou que a única solução para a crise atual "reside em abordar suas causas profundas, nomeadamente a agressão dos EUA e de Israel".
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Desde 28 de fevereiro, as tensões na região afetam não apenas os países do Oriente Médio, como todo o planeta, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, atrapalhando a logística do transporte de petróleo e gás para vários países.
Em 7 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. As negociações subsequentes em Islamabad terminaram sem conclusões, e Trump estendeu a cessação das hostilidades para dar ao Irã tempo de apresentar uma "proposta unificada".
Nos meados de abril, a Marinha dos EUA começou a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, derivados e suprimentos de gás natural liquefeito (GNL). Washington afirma que embarcações não iranianas podem navegar livremente pelo estreito, desde que não paguem pedágio a Teerã.
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