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'Guerra com o Irã está abalando os alicerces do mercado de petróleo', afirma mídia

© AP Photo / APNavios-tanque e graneleiros ancorados no estreito de Ormuz, 18 de abril de 2026
Navios-tanque e graneleiros ancorados no estreito de Ormuz, 18 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 30.04.2026
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De acordo com uma análise publicada pela mídia norte-americana, o mercado global de petróleo está passando por uma profunda transformação estrutural, acelerada pela guerra contra o Irã, iniciada pelos EUA e Israel.
De acordo com um jornal de grande circulação nos EUA, os alicerces que sustentaram essa indústria por décadas estão se fragmentando, dando lugar a um ambiente energético mais fragmentado e volátil, dominado pelo nacionalismo de recursos em vez da eficiência econômica. A publicação afirma que o livre fluxo de petróleo bruto pelos oceanos está sendo substituído por uma dinâmica de confronto político.
"A guerra com o Irã está abalando os alicerces do mercado de petróleo, dando lugar a um mundo energético mais fragmentado e potencialmente mais volátil", afirma o artigo.
A publicação destaca que um dos golpes mais significativos nessa ordem estabelecida é a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Segundo a mídia, essa decisão enfraquece drasticamente o cartel liderado pela Arábia Saudita, que foi originalmente concebido para estabilizar os ciclos de expansão e recessão do setor. Ao agirem de forma independente, os Emirados Árabes Unidos estão acelerando o fim de um mercado estruturado segundo critérios econômicos, direcionando-o para um modelo moldado pelas prioridades estratégicas de cada nação.
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Nesse cenário, o jornal observa que os Estados Unidos adotaram uma postura ambivalente. Embora o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã tenha elevado os preços dos combustíveis, Washington mantém uma campanha de extrema pressão e bloqueios contra Teerã.

Ainda de acordo com a apuração, os formuladores de políticas dos EUA agora veem o país não apenas como um consumidor, mas também como um produtor dominante, capaz de moldar o mercado a seu favor por meio de sua vasta produção de combustíveis fósseis.

A narrativa do jornal sugere que essa mudança beneficia potencialmente as empresas de perfuração de xisto dos EUA, que podem lucrar com os altos preços resultantes da instabilidade. Enquanto isso, outras nações não pertencentes à OPEP, como Guiana, Brasil e Canadá, estão aumentando sua produção para ganhar participação de mercado. Segundo o jornal, a saída dos Emirados Árabes Unidos da organização deixa o mundo sem um de seus poucos "amortecedores", colocando em xeque a capacidade de qualquer grupo de coordenar o fornecimento de forma ordenada.
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Do lado do consumo, o artigo afirma que os principais importadores da Ásia e da Europa já estão competindo para garantir fontes de energia fora das zonas de conflito no Oriente Médio. Essa busca por segurança energética levou os compradores a pagar preços mais altos por petróleo bruto e gás natural liquefeito (GNL) de regiões distantes. A análise destaca que as nações ocidentais estão utilizando suas reservas estratégicas em níveis recordes para tentar conter os preços, levando os estoques a mínimas históricas.
O artigo conclui que o sistema global de comércio de energia, antes considerado seguro, chegou a um ponto de ruptura, e que a situação atual decorrente da guerra com o Irã é um sinal claro de que o mundo entrou em uma era de volatilidade permanente. A transição para a autossuficiência e a redução do comércio internacional de energia podem oferecer benefícios para a segurança nacional, mas, segundo especialistas consultados pelo veículo de comunicação, isso terá um alto custo econômico para os consumidores a longo prazo.
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