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Análise: rixas políticas em Washington entre republicanos ameaça vitória nas eleições parlamentares
Análise: rixas políticas em Washington entre republicanos ameaça vitória nas eleições parlamentares
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A Casa Branca não está focada nos temas cruciais para a vitória dos republicanos nas eleições de meio de mandato e se perde em embates desgastantes, segundo... 03.05.2026, Sputnik Brasil
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Exemplo é a acusação contra o ex-diretor do FBI, James Comey, por postagem de conchas marinhas que, segundo o Departamento de Justiça, sugeria a ideia de "se livrar" do presidente dos EUA, Donald Trump. Comey foi processado por ter publicado uma imagem no ano passado nas redes sociais — composta pelos números “86” e “47” formados por conchas.O processo, ocorrido após o FBI frustrar nova tentativa de assassinato contra Donald Trump, sugere uma necessidade da Casa Branca de desviar a atenção da guerra contra o Irã, bem como dos aumentos de preços decorrentes do conflito.O ex-advogado de Trump e atual procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirma que a postagem é uma ameaça velada ao chefe de Estado, já que "86" significa "acabar com" ou "se livrar de", e o magnata republicano é o 47º presidente."Ainda que a acusação se destaque pelo nome do acusado, sua suposta conduta é do tipo que nunca toleraremos e que sempre investigaremos", disse Blanche em coletiva de imprensa, após a formalização da acusação contra Comey, que havia sido demitido pelo próprio Trump como diretor do FBI durante seu primeiro mandato e que depois se tornaria um crítico contundente de sua presidência.Os casos em abertoO processo contra Comey não é um fato isolado, mas parte de um padrão de comportamento historicamente adotado por ocupantes da Casa Branca, do qual Trump também não teria escapado, segundo o internacionalista formado pela Universidad de la República (UDELAR), José Luis Romano.A campanha de pressão sobre Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, também foi para o campo de investigações judiciais, em uma tentativa de moldar a política monetária de acordo com os interesses do Executivo, opinou Romano.A ex-procuradora-geral dos EUA Pam Bondi também foi demitida do cargo recentemente por um suposto descontentamento do presidente com sua condução do caso Jeffrey Epstein, que envolveu diversos membros da elite política e econômica global, segundo a imprensa local.Essas investidas não se limitam a figuras importantes de Washington. Também se inserem no contexto de ataques a comediantes como o apresentador Jimmy Kimmel por suas piadas, com a Comisión Federal de Comunicaciones pressionando para que seu programa seja cancelado, além da imposição de tarifas a certos países devido ao fato de seus chefes de Estado não atenderem às exigências de Washington — seja em suas ofensivas militares ou em tentativas de anexação territorial.Risco eleitoralEssa tentativa contínua de ajustar contas com adversários começou a gerar preocupação entre os republicanos, que buscam manter sua estreita maioria no Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro, afirmou à Sputnik Samuel Losada, internacionalista formado pela Universidad de Belgrano. O pleito renovará um terço das cadeiras da Câmara dos Representantes e a totalidade do Senado.Essa crescente percepção de que a agenda pessoal da Casa Branca está acima da gestão pública prejudicará os republicanos nas eleições de novembro, prevê Losada, que acrescenta que os democratas "optaram de forma astuta por manter um perfil discreto" e deixar que o voto de punição seja o principal motivador dos eleitores nas eleições de meio de mandato.
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Análise: rixas políticas em Washington entre republicanos ameaça vitória nas eleições parlamentares
A Casa Branca não está focada nos temas cruciais para a vitória dos republicanos nas eleições de meio de mandato e se perde em embates desgastantes, segundo especialistas ouvidos pela Sputnik.
Exemplo é a acusação contra o
ex-diretor do FBI, James Comey, por postagem de conchas marinhas que, segundo o Departamento de Justiça, sugeria a ideia de
"se livrar" do presidente dos EUA,
Donald Trump. Comey foi processado por ter publicado uma
imagem no ano passado nas redes sociais — composta pelos números “86” e “47” formados por conchas.
O processo, ocorrido após o FBI frustrar nova tentativa de assassinato contra Donald Trump, sugere uma necessidade da Casa Branca de desviar a atenção da guerra contra o Irã, bem como dos aumentos de preços decorrentes do conflito.
O ex-advogado de Trump e atual procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirma que a postagem é uma
ameaça velada ao chefe de Estado, já que "86" significa "acabar com" ou "se livrar de", e o magnata republicano é o 47º presidente.
"Ainda que a acusação se destaque pelo nome do acusado, sua suposta conduta é do tipo que nunca toleraremos e que sempre investigaremos", disse Blanche em coletiva de imprensa, após a formalização da acusação contra Comey, que havia sido demitido pelo próprio Trump como diretor do FBI durante seu primeiro mandato e que depois se tornaria um crítico contundente de sua presidência.
O processo contra Comey não é um fato isolado, mas parte de um padrão de comportamento historicamente adotado por ocupantes da Casa Branca, do qual Trump também não teria escapado, segundo o internacionalista formado pela Universidad de la República (UDELAR), José Luis Romano.
"Apesar de sua promessa de não se envolver em conflitos internacionais e de focar apenas em melhorar a economia e reduzir a inflação, o segundo mandato de Trump tem sido marcado por intervencionismo na América Latina e no Oriente Médio e pelo uso do aparato estatal para perseguir", disse ele.
A campanha de pressão sobre Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, também foi para o campo de investigações judiciais, em uma tentativa de moldar a política monetária de acordo com os interesses do Executivo, opinou Romano.
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ex-procuradora-geral dos EUA Pam Bondi também foi demitida do cargo recentemente por um suposto descontentamento do presidente com sua condução do
caso Jeffrey Epstein, que envolveu diversos membros da elite política e econômica global, segundo a imprensa local.
Essas investidas não se limitam a figuras importantes de Washington. Também se inserem no contexto de ataques a comediantes como o apresentador Jimmy Kimmel por suas piadas, com a Comisión Federal de Comunicaciones pressionando para que seu programa seja cancelado, além da imposição de tarifas a certos países devido ao fato de seus chefes de Estado não atenderem às exigências de Washington — seja em suas ofensivas militares ou em tentativas de anexação territorial.
Essa tentativa contínua de
ajustar contas com adversários começou a
gerar preocupação entre os republicanos, que buscam manter sua estreita maioria no Congresso nas
eleições de meio de mandato de novembro, afirmou à Sputnik
Samuel Losada, internacionalista formado pela Universidad de Belgrano.
O pleito renovará um terço das cadeiras da Câmara dos Representantes e a totalidade do Senado.
"Embora a Casa Branca argumente que o aumento dos combustíveis é algo passageiro, cada vez mais eleitores estão percebendo, segundo as pesquisas, que enquanto os preços sobem, o governo dedica sua energia a disputas pessoais em vez de atender e resolver os problemas da população", disse ele.
Essa crescente percepção de que a agenda pessoal da Casa Branca está acima da gestão pública prejudicará os republicanos nas eleições de novembro, prevê Losada, que acrescenta que os democratas "optaram de forma astuta por manter um perfil discreto" e deixar que o voto de punição seja o principal motivador dos eleitores nas eleições de meio de mandato.
"Se os republicanos não voltarem a focar sua estratégia em êxitos como a redução da imigração ilegal ou em uma agenda econômica popular, e permitirem que a guerra contra o Irã e as disputas pessoais do presidente dominem a gestão em Washington, estarão em sérios problemas em novembro", concluiu o analista.
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