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Tensão entre EUA e Alemanha é 'sintoma do declínio da hegemonia unipolar', afirma analista
Tensão entre EUA e Alemanha é 'sintoma do declínio da hegemonia unipolar', afirma analista
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Decisão do presidente norte-americano de reduzir o número do contingente militar na Alemanha é uma vingança por críticas e disputas de longa data sobre gastos... 06.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-06T10:29-0300
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Segundo o especialista, esse passo de Washington revela uma crise na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e força a Europa a elaborar sua defesa independente.Ele explicou que essa ameaça dos Estados Unidos de reduzir o contingente militar na Alemanha é "um sintoma do declínio da hegemonia unipolar" e uma forte confirmação da tendência de aceleração da multipolaridade.Quais são as razões do desacordo dos aliados na OTAN?Na avaliação de Deng Qiyuang, esta situação de conflito entre os dois aliados da OTAN é o resultado de uma série de problemas relacionados à mudança no posicionamento global dos EUA.Primeiro, as divisões internas na OTAN se intensificaram a tal ponto que não são apenas disputas sobre interesses econômicos ou de defesa, mas representam uma divergência fundamental de conceitos estratégicos.O especialista explicou que os EUA exigem que os aliados sigam incondicionalmente seus planos militares e diplomáticos globais, enquanto a Alemanha e outros países europeus insistem na autonomia estratégica e na recusa de obedecer cegamente a Washington, o que mina seriamente a base de confiança dentro da aliança.Segundo, neste contexto, acelera-se a autonomia estratégica e de defesa europeia. A pressão dos EUA não só não levou a concessões da Alemanha, mas também empurrou Berlim para aumentar os gastos militares e melhorar o planejamento estratégico militar, contribuindo para os processos de integração na esfera de defesa da UE.Terceiro, na avaliação do especialista chinês, as tradicionais relações de "mestre-vassalo" entre os EUA e a Europa estão se enfraquecendo, a capacidade da hegemonia norte-americana de controlar aliados está diminuindo e a tendência para a multipolaridade no cenário geopolítico global está se tornando cada vez mais aparente.Na semana passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou sua intenção de reduzir o número de militares dos EUA na Alemanha em mais de cinco mil efetivos, o que excederá os planos anteriormente anunciados.Mais cedo, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou à Sputnik a decisão do Ministério de retirar cinco mil soldados norte-americanos da Alemanha dentro de um ano. A decisão foi precedida por críticas do chefe da Casa Branca ao chanceler alemão Friedrich Merz.
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Tensão entre EUA e Alemanha é 'sintoma do declínio da hegemonia unipolar', afirma analista
Decisão do presidente norte-americano de reduzir o número do contingente militar na Alemanha é uma vingança por críticas e disputas de longa data sobre gastos com defesa, afirmou à Sputnik o analista militar chinês Deng Qiyuan.
Segundo o especialista,
esse passo de Washington revela uma crise na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e
força a Europa a elaborar sua defesa independente."À primeira vista, isso [redução de tropas] parece ser uma resposta imediata às críticas públicas do chanceler alemão Merz à política dos EUA em relação ao Irã. No entanto, na verdade, é o culminar de uma longa disputa entre os Estados Unidos e a Europa", disse Deng Qiyuan.
Ele explicou que essa ameaça dos Estados Unidos de reduzir o contingente militar na Alemanha é "um sintoma do declínio da hegemonia unipolar" e uma forte confirmação da tendência de aceleração da multipolaridade.
"A época em que os Estados Unidos tentavam controlar os aliados e decidir os assuntos mundiais por meio da dominação militar está se tornando uma coisa do passado", acrescentou o especialista chinês.
Quais são as razões do desacordo dos aliados na OTAN?
Na avaliação de Deng Qiyuang, esta situação de conflito entre os dois aliados da OTAN é o resultado de
uma série de problemas relacionados à
mudança no posicionamento global dos EUA.
Primeiro, as divisões internas na OTAN se intensificaram a tal ponto que não são apenas
disputas sobre interesses econômicos ou de defesa,
mas representam uma divergência fundamental de conceitos estratégicos.
O especialista explicou que os EUA exigem que os aliados sigam incondicionalmente seus planos militares e diplomáticos globais, enquanto a Alemanha e outros países europeus insistem na autonomia estratégica e na recusa de obedecer cegamente a Washington, o que mina seriamente a base de confiança dentro da aliança.
Segundo, neste contexto, acelera-se a autonomia estratégica e de defesa europeia. A pressão dos EUA não só não levou a concessões da Alemanha, mas também
empurrou Berlim para aumentar os gastos militares e melhorar o planejamento estratégico militar, contribuindo para os processos de integração na esfera de
defesa da UE.
Terceiro, na avaliação do especialista chinês, as tradicionais relações de "mestre-vassalo" entre os EUA e a Europa estão se enfraquecendo, a capacidade da hegemonia norte-americana de controlar aliados está diminuindo e a tendência para a multipolaridade no cenário geopolítico global está se tornando cada vez mais aparente.
Na semana passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou sua intenção de reduzir o número de militares dos EUA na Alemanha em mais de cinco mil efetivos, o que excederá os planos anteriormente anunciados.
Mais cedo, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell,
confirmou à Sputnik a decisão do Ministério de
retirar cinco mil soldados norte-americanos da Alemanha dentro de um ano. A decisão foi precedida por
críticas do chefe da Casa Branca ao chanceler alemão Friedrich Merz.
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