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Tribunal boliviano ordena prisão do ex-presidente Evo Morales

© AP Photo / Marcos BrindicciO ex-presidente boliviano Evo Morales em coletiva de imprensa em Buenos Aires, Argentina, após as eleições gerais em seu país natal, em 19 de outubro de 2020
O ex-presidente boliviano Evo Morales em coletiva de imprensa em Buenos Aires, Argentina, após as eleições gerais em seu país natal, em 19 de outubro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 11.05.2026
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Ex-presidente não compareceu a audiência sobre acusação de tráfico de pessoas, foi declarado "em rebeldia" e teve julgamento suspenso por tempo indeterminado.
As autoridades do Primeiro Tribunal Criminal de Tarija, no sul da Bolívia, emitiram uma ordem de prisão contra o ex-presidente boliviano Evo Morales, após ele não comparecer a uma audiência judicial nesta segunda-feira (11). Segundo a imprensa local, a sessão está relacionada ao julgamento oral em que Morales é acusado de suposto envolvimento em tráfico de pessoas.
O tribunal também declarou o ex-mandatário "em rebeldia" por descumprir as determinações judiciais. Morales nega as acusações e afirma ser alvo de perseguição política.
"Esta audiência foi suspensa por tempo indeterminado porque duas condições específicas devem ser atendidas: sua prisão ou seu comparecimento voluntário ao julgamento, o que é necessário para o início da audiência", afirmou Luis Esteban Ortiz, presidente do Tribunal Departamental de Justiça (TDJ) de Tarija.
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A instalação do julgamento havia sido marcada para esta segunda, mas acabou suspensa devido à ausência do ex-presidente. Morales, figura importante para a política boliviana, cumpriu três mandatos com o primeiro presidente indígena do país, atuando de 2006 a 2019.
Em 2025, após não comparecer a uma convocação judicial ainda durante a fase de investigação, Morales já havia sido declarado "à revelia" pela Justiça boliviana. Ele permanece na região cocaleira de Chapare, seu principal reduto político, protegido por apoiadores e camponeses que organizam vigílias para impedir uma eventual operação policial.
A defesa do ex-presidente sustenta que ele e seus advogados não compareceram porque não foram formalmente notificados da audiência. Segundo Wilfredo Chávez, advogado de Morales, a convocação teria sido publicada apenas em decreto oficial e em meios impressos, sem envio ao endereço do ex-presidente.
Os advogados também afirmam que o caso já havia sido investigado em 2019 e arquivado posteriormente. O processo, no entanto, foi reaberto em 2024, versando sobre a acusação de tráfico de pessoas com agravante.
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