UE enfrenta dúvidas sobre sua capacidade de armar a Ucrânia, diz mídia
10:42 11.05.2026 (atualizado: 19:02 11.05.2026)

© AP Photo / Julia Demaree Nikhinson
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Os países da União Europeia (UE) estão tentando definir que tipo de apoio militar podem oferecer à Ucrânia até 2027, no âmbito de um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 521 bilhões), de acordo com a mídia ocidental, uma situação que permanece "fragmentada e incerta".
Após a Hungria ter retirado seu veto no mês de abril, os Estados-membros agora precisam determinar se possuem reservas suficientes ou se sua indústria é capaz de produzir armas na velocidade necessária para atender às necessidades ucranianas nos próximos anos.
De acordo com um alto funcionário europeu, esse mecanismo financeiro se tornou um teste crucial para a indústria de defesa do bloco. O comissário europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, e a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, enviaram recentemente cartas aos governos da UE questionando sobre quais suprimentos poderiam oferecer a Kiev.
"No entanto, menos da metade dos Estados-membros respondeu até o momento, o que deixa uma perspectiva fragmentada e incerta", escreveu a mídia.
O mecanismo estipula que as necessidades da Ucrânia serão atendidas prioritariamente com armamentos produzidos pela UE, embora também permita compras externas caso o bloco não consiga responder rapidamente. A primeira parcela, de € 6 bilhões (cerca de R$ 34,61 bilhões), será destinada a drones, incluindo aqueles com componentes não europeus, conforme observa o portal.
Em 23 de abril, os países da UE finalmente aprovaram, com dois meses de atraso, um empréstimo de € 90 bilhões (aproximadamente R$ 521 bilhões) para a Ucrânia. O país só terá que reembolsá-lo se a Rússia pagar certas "reparações". O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou repetidamente que as ideias da UE sobre reparações são irrealistas.



