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Tecnologia brasileira: como funciona a nova ferramenta da FAB para monitorar satélites
Tecnologia brasileira: como funciona a nova ferramenta da FAB para monitorar satélites
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A Força Aérea Brasileira (FAB) apresentou há poucas semanas, em um fórum nos Estados Unidos, uma ferramenta criada pelo Comando de Operações Aeroespaciais... 12.05.2026, Sputnik Brasil
2026-05-12T21:11-0300
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O sistema foi idealizado, segundo a própria FAB, pelo major engenheiro Rafael Luz. O movimento de satélites e objetos espaciais podem ser percebidos a partir da simulação desses algoritmos de operações matemáticas. À Sputnik Brasil, Erick Andrade, doutorando em ciências militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), explica que a ferramenta é composta por um conjunto de algoritmos capazes de executar cálculos matemáticos de elevada complexidade, "permitindo reconstruir indicadores de fenômenos orbitais a partir de informações coletadas pelo rastreamento de objetos em órbita".Na prática, o sistema analisa e interpreta as dimensões das manobras executadas por satélites em operação. "A partir disso, torna-se possível identificar certos padrões, áreas de interesse e possíveis fins estratégico-militares, como inteligência e vigilância", acrescenta o pesquisador.A partir da tecnologia, é possível para a FAB, por exemplo, "evitar colisões ou algum tipo de movimento que possa comprometer os nossos satélites", elucida Patrícia Matos, professora da Universidade da Força Aérea (UNIFA).Segundo a especialista, ferramentas de detecção de movimento de satélites não são novidade no Brasil, uma vez que Brasília tem um acordo de cooperação vigente com os Estados Unidos para fornecer dados de satélites e de monitoramento satelital. "O interessante é que agora a gente passa a ter uma ferramenta criada no Brasil para a gente fazer as nossas próprias previsões e acompanhar o movimento dos satélites", ou seja, agora a "FAB consegue criar estimativas e prever o movimento de alguns objetos orbitais ou satélites de modo a preservar os nossos ativos espaciais", destaca. Apesar do novo passo alcançado com a criação da tecnologia, Matos ressalta que o Brasil ainda não alcançou autonomia espacial, mas está pavimentando o caminho. Inclusive, a própria autonomia em relação aos dados ainda não está prevista, já que o país depende de dados fornecidos em cooperações como a com os Estados Unidos. Entretanto, com a nova ferramenta, será possível fazer previsões específicas a partir dos dados que a gente já tem. Na mesma linha, Andrade ressalta que o Brasil ainda não detém autonomia no monitoramento do território brasileiro. Um exemplo evidente, segundo ele, é a necessidade de um sistema brasileiro de posicionamento e navegação por satélite, para o qual foi criado um grupo de estudos para elaborar um projeto. Conforme o analista, é importante frisar que a busca por autonomia no campo do monitoramento espacial é estratégica tanto para a segurança e a defesa quanto para o desenvolvimento nacional.
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Tecnologia brasileira: como funciona a nova ferramenta da FAB para monitorar satélites
Especiais
A Força Aérea Brasileira (FAB) apresentou há poucas semanas, em um fórum nos Estados Unidos, uma ferramenta criada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), capaz de detectar manobras de satélites e entender e estimar o comportamento dos movimentos a fim de proteger os meios espaciais brasileiros e de nações amigas.
O sistema foi idealizado, segundo
a própria FAB, pelo major engenheiro Rafael Luz. O movimento de satélites e objetos espaciais podem ser percebidos a partir da simulação desses algoritmos de operações matemáticas.
À Sputnik Brasil, Erick Andrade, doutorando em ciências militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), explica que a ferramenta é composta por um conjunto de algoritmos capazes de executar cálculos matemáticos de elevada complexidade, "permitindo reconstruir indicadores de fenômenos orbitais a partir de informações coletadas pelo rastreamento de objetos em órbita".
Na prática, o sistema analisa e interpreta as dimensões das manobras executadas por satélites em operação. "A partir disso, torna-se possível identificar certos padrões, áreas de interesse e possíveis fins estratégico-militares, como inteligência e vigilância", acrescenta o pesquisador.
A partir da tecnologia, é possível para a FAB, por exemplo, "evitar colisões ou algum tipo de movimento que possa comprometer os nossos satélites", elucida Patrícia Matos, professora da Universidade da Força Aérea (UNIFA).
Segundo a especialista, ferramentas de detecção de
movimento de satélites não são novidade no Brasil, uma vez que Brasília tem um acordo de cooperação vigente com os Estados Unidos para fornecer dados de satélites e de monitoramento satelital.
"O interessante é que agora a gente passa a ter uma ferramenta criada no Brasil para a gente fazer as nossas próprias previsões e acompanhar o movimento dos satélites", ou seja, agora a "FAB consegue criar estimativas e prever o movimento de alguns objetos orbitais ou satélites de modo a preservar os nossos ativos espaciais", destaca.
Apesar do novo passo alcançado com a criação da tecnologia, Matos ressalta que o Brasil ainda não alcançou autonomia espacial, mas está pavimentando o caminho. Inclusive, a própria autonomia em relação aos dados ainda não está prevista, já que o país depende de dados fornecidos em cooperações como a com os Estados Unidos. Entretanto, com a nova ferramenta, será possível fazer previsões específicas a partir dos dados que a gente já tem.
"A gente avança um pouco no nosso grau de autonomia, na medida em que a gente consegue, a partir desse modelo matemático, fazer previsões sobre, por exemplo, possíveis colisões e evitar esse tipo de situação. O ambiente espacial hoje em dia é muito congestionado, milhares de satélites em órbita e alguns satélites podem gerar efeitos deletérios sobre as nossas capacidades espaciais. Então, para a gente preservar essas capacidades espaciais, a gente aumentou o nosso grau de autonomia na medida em que a gente consegue acompanhar e prever melhor o movimento desses satélites. Mas isso não significa uma soberania plena, a gente ainda depende de muito investimento na área satelital para conseguir ter as nossas próprias fontes de dados", salienta.
Na mesma linha, Andrade ressalta que o Brasil ainda não detém autonomia no monitoramento do território brasileiro. Um exemplo evidente, segundo ele, é a necessidade de um sistema brasileiro de posicionamento e
navegação por satélite, para o qual foi criado um grupo de estudos para elaborar um projeto.
Conforme o analista, é importante frisar que a busca por autonomia no
campo do monitoramento espacial é estratégica tanto para a segurança e a defesa
quanto para o desenvolvimento nacional. "Os sistemas satelitais são empregados não apenas em atividades militares, mas também no monitoramento da Amazônia, na vigilância de fronteiras, na previsão climática e no suporte ao agronegócio, setores considerados fundamentais para a soberania e para a economia brasileira", arremata.
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