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Boulos rejeita período de transição para fim da escala 6 x 1 e destaca avanço do governo

© Sputnik Brasil / Leonardo SobreiraMinistro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos fala à imprensa na Câmara dos Deputados, em 13 de maio de 2026
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos fala à imprensa na Câmara dos Deputados, em 13 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 13.05.2026
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, elogiou, nesta quarta-feira (13), a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de dar andamento ao projeto de lei (PL) do fim da escala 6 x 1.
Motta confirmou que o PL apresentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tramitará simultaneamente com as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sobre o tema. De acordo com o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), a tramitação conjunta permitirá maior detalhamento da proposta.
Mais cedo, Boulos participou da sessão da comissão especial que analisa as PECs sobre o fim da 6 x 1.

"Você tem alguns setores específicos, que estão todos listados no projeto de lei do nosso governo, que não faz sentido você botar a questão de uma categoria na Constituição", disse Boulos a jornalistas na Câmara dos Deputados. "Me estranha muito que os deputados bolsonaristas, que ficam até de madrugada para aprovar redução de pena para criminoso, não tenham aparecido nos debates da comissão especial."

Questionado sobre ter conversado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a tramitação, Boulos respondeu que esse papel é do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.
A Câmara tem até o fim deste mês para votar o PL, e o Senado tem mais 45 dias a partir de então. Caso contrário, a pauta será trancada, uma vez que o projeto tramita em regime de urgência.
Boulos também reafirmou que "nosso governo não defende nenhum tipo de transição" para implementar a nova jornada.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou durante a sessão que a transição deveria envolver não um pagamento aos empresários, e sim uma redução gradual, ao longo dos anos, "para baixo de 40". "Não tem qualquer acordo ou negociação com uma transição de 44 horas para 40 horas, […] 40 horas é o piso, e não o teto", reforçou.
A comissão especial prevê a finalização dos trabalhos na próxima semana, disse Leo Prates durante a sessão. Seu relatório, segundo ele, poderá ser protocolado a partir da próxima quarta-feira (20).

'Taxa das blusinhas'

Boulos também desafiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a revogar a cobrança do ICMS sobre compras on-line, um dia após Lula assinar uma medida provisória (MP) para acabar com a chamada "taxa das blusinhas".

"Lula já tirou o imposto federal, o governador Tarcísio irá tirar o ICMS das blusinhas? Agora a batata quente está na mão do Tarcísio."

A oposição na Câmara dos Deputados anunciou que vai apoiar a medida do governo. Segundo o titular da Secretaria-Geral, a taxa, aprovada pelo Congresso Nacional, foi fruto de um projeto do governo que não estava relacionado à cobrança de impostos.

"O projeto que o governo mandou sobre a taxa das blusinhas era relacionado ao combate ao contrabando, não tinha nenhum imposto, nenhuma taxa."

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