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Arqueólogos revelam rede atlântica de armas e prata clandestina no século XVII na Espanha (IMAGENS)
Arqueólogos revelam rede atlântica de armas e prata clandestina no século XVII na Espanha (IMAGENS)
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Um naufrágio, resgatado no sul da Espanha, revelou uma rede atlântica do século XVII em que canhões suecos, prata andina possivelmente contrabandeada e uma... 20.05.2026, Sputnik Brasil
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O naufrágio conhecido como Delta I, recuperado na Baía de Cádiz no sul da Espanha, começa a revelar uma história complexa que envolve redes militares e comerciais do século XVII. A embarcação, encontrada durante obras portuárias e içada em julho de 2024, transportava canhões suecos, prata andina e indícios de circulação marítima fora dos rígidos controles espanhóis da época.A nova interpretação, baseada no estudo de Ernesto J. Toboso Suárez e Josefa Martí Solano, destaca que o navio foi construído na região ibero-atlântica, mas operava a serviço da França. A artilharia, fabricada na Suécia e provavelmente comercializada por intermediários holandeses, reforça o caráter internacional das redes de armamento do período.Enterrado sob areia e lama, o Delta I preservava parte de seu casco e uma carga que incluía 27 canhões, lingotes de prata de Oruro e Potosí, um sino datado de 1671 e objetos de bordo. A operação de resgate exigiu meses de preparação, mergulhos em baixa visibilidade e o uso de guindastes de grande porte para transportar o navio a um espaço controlado de estudo.Os canhões recuperados apresentavam cinco calibres diferentes e vários danos estruturais, sugerindo usos distintos ou transporte como lastro. A ausência de carretas preservadas impede conclusões definitivas, mas os arqueólogos consideram possível que parte da artilharia estivesse inutilizada antes do naufrágio ou tenha sido danificada em combate.A prata é outro elemento central da investigação. O estudo recente destaca 18 lingotes, pesando cerca de meia tonelada, possivelmente transportados como contrabando — uma prática comum diante das rígidas regras fiscais espanholas sobre metais americanos. O inventário oficial preliminar havia registrado 22 lingotes, diferença que os pesquisadores tratam com cautela.O contexto reforça a importância do Delta I como testemunho da economia militar e do comércio atlântico, onde navios, armas e metais circulavam entre potências rivais. Cádiz, apesar do monopólio oficial de Sevilha, era um ponto-chave dessas rotas, funcionando como porta de entrada e saída de mercadorias legais e clandestinas.As condições do sítio, alterado por dragagens, dificultam a reconstrução precisa da posição original dos artefatos. Ainda assim, o naufrágio se destaca entre outros achados recentes na baía, como os Delta II e Delta III, consolidando a região como uma das paisagens subaquáticas mais ricas do sul da Europa.O nome do navio e as circunstâncias exatas de seu afundamento permanecem desconhecidos. Pesquisadores recorrem a modelagem 3D, fotogrametria e análises de madeira para identificar sua origem e trajetória. Mesmo anônimo, o Delta I já se revela um elo eloquente entre guerra, comércio, império e contrabando no Atlântico do século XVII.
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Arqueólogos revelam rede atlântica de armas e prata clandestina no século XVII na Espanha (IMAGENS)
Um naufrágio, resgatado no sul da Espanha, revelou uma rede atlântica do século XVII em que canhões suecos, prata andina possivelmente contrabandeada e uma embarcação a serviço francês expõem os cruzamentos entre guerra, comércio e rotas clandestinas que escapavam ao rígido controle espanhol.
O
naufrágio conhecido como Delta I, recuperado na Baía de Cádiz no sul da Espanha,
começa a revelar uma história complexa que envolve redes militares e comerciais do século XVII. A embarcação, encontrada durante obras portuárias e içada em julho de 2024, transportava canhões suecos, prata andina e indícios de circulação marítima fora dos rígidos controles espanhóis da época.
A nova interpretação, baseada no
estudo de Ernesto J. Toboso Suárez e Josefa Martí Solano, destaca que o navio foi construído na região ibero-atlântica, mas
operava a serviço da França. A artilharia, fabricada na Suécia e provavelmente comercializada por intermediários holandeses, reforça o
caráter internacional das redes de armamento do período.
Enterrado sob areia e lama, o Delta I preservava parte de seu casco e uma carga que incluía 27 canhões, lingotes de prata de Oruro e Potosí, um sino datado de 1671 e objetos de bordo. A operação de resgate exigiu meses de preparação, mergulhos em baixa visibilidade e o uso de guindastes de grande porte para transportar o navio a um espaço controlado de estudo.
Os canhões recuperados apresentavam cinco calibres diferentes e vários danos estruturais, sugerindo usos distintos ou transporte como lastro. A ausência de carretas preservadas impede conclusões definitivas, mas os
arqueólogos consideram possível que
parte da artilharia estivesse inutilizada antes do naufrágio ou tenha sido danificada em combate.
A prata é outro
elemento central da investigação. O estudo recente
destaca 18 lingotes, pesando cerca de meia tonelada, possivelmente transportados como contrabando — uma prática comum diante das rígidas regras fiscais espanholas sobre metais americanos. O inventário oficial preliminar havia registrado 22 lingotes, diferença que os pesquisadores tratam com cautela.
O contexto reforça a importância do Delta I como
testemunho da economia militar e do comércio atlântico,
onde navios, armas e metais circulavam entre potências rivais. Cádiz, apesar do monopólio oficial de Sevilha, era um ponto-chave dessas rotas, funcionando como porta de entrada e saída de mercadorias legais e clandestinas.
As
condições do sítio, alterado por dragagens, dificultam a reconstrução precisa da posição original dos artefatos. Ainda assim, o naufrágio se destaca entre outros achados recentes na baía, como os Delta II e Delta III,
consolidando a região como uma das paisagens subaquáticas mais ricas do sul da Europa.
O nome do navio e as circunstâncias exatas de seu afundamento permanecem desconhecidos. Pesquisadores recorrem a modelagem 3D, fotogrametria e
análises de madeira para identificar sua origem e trajetória. Mesmo anônimo, o Delta I já se revela um
elo eloquente entre guerra, comércio, império e contrabando no Atlântico do século XVII.
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