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Pressão sobre Cuba demonstra 'intolerância dos EUA a qualquer dissidência', enfatiza Zakharova

© Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Acessar o banco de imagensA representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova
A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova - Sputnik Brasil, 1920, 21.05.2026
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As tentativas dos Estados Unidos de estreitar o "círculo de sanções" contra Cuba refletem a intolerância de Washington a qualquer dissidência, declarou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
A Rússia reafirma sua total solidariedade com Cuba diante da pressão dos EUA e condena qualquer tentativa de interferência em seus assuntos internos, acrescentou a diplomata. Moscou fornecerá o apoio mais ativo possível ao povo cubano, assegurou, observando que Havana já foi informada sobre os parâmetros e modalidades dessa ajuda.

"As tentativas dos Estados Unidos de estreitar o círculo de sanções contra Cuba, juntamente com o prolongado bloqueio comercial, econômico, financeiro, humanitário e, mais recentemente, energético, refletem diretamente a intolerância de Washington a qualquer forma de dissidência", enfatizou.

"Cuba continua a ser submetida a intensa pressão econômica dos Estados Unidos. As novas restrições impostas pela Casa Branca no início de maio contra empresas de terceiros países que operam na Ilha da Liberdade constituem uma escalada ainda maior da política de pressão de Washington, cujo principal objetivo é estrangular economicamente Cuba", afirmou Zakharova.
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo a Cuba e também declarou "estado de emergência nacional" devido à alegada "ameaça" que Cuba representa para a segurança nacional dos EUA.
Essa medida exacerbou a escassez de combustível na ilha e afetou a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, a saúde e a educação. Cuba acusa Washington de tentar estrangular sua economia e tornar as condições de vida insuportáveis para sua população, além de ameaçar o país com agressão militar.
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Existem mais de 40 biolaboratórios na Ucrânia, afirmou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusando os EUA de conduzirem atividades biológico-militares fora de seu território, inclusive em solo ucraniano.
Segundo ela, Moscou já apresentou ao público informações obtidas durante a operação militar que indicam programas do Pentágono em desacordo com a Convenção sobre Armas Biológicas e Toxínicas.
A diplomata declarou ainda que recentes declarações da comunidade de inteligência dos EUA são, na visão russa, o primeiro passo para o reconhecimento e a resolução mais ampla da questão.

Autoridades ucranianas estão criando um 'refúgio para terroristas'

Kiev está deliberadamente transformando seu país em um refúgio para terroristas, e as autoridades estão incentivando e facilitando o planejamento de atos terroristas, afirmou a representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
"As autoridades ucranianas estão abertamente incentivando e contribuindo para o planejamento, organização e execução de atos terroristas, incluindo atentados deliberados em locais públicos, assassinatos de civis e sabotagem contra infraestruturas civis críticas, não apenas em território russo, mas também além de suas fronteiras [...]. O regime de Kiev está deliberadamente criando um refúgio para terroristas em seu país", enfatizou ela durante uma coletiva de imprensa.
Ao mesmo tempo, qualquer uso de ativos russos congelados para auxiliar a Ucrânia deve ser considerado uma forma de financiamento do terrorismo, acrescentou Maria Zakharova.
"Qualquer transação envolvendo nossos ativos sem o consentimento da Rússia é ilegal. O que a Comissão Europeia está fazendo é um saque descarado [...]. Todos os envolvidos nesse negócio sujo inevitavelmente terão que responder por seus atos", enfatizou.
Ela indicou que a Rússia se reserva o direito de apresentar queixas contra países que financiam os crimes das Forças Armadas ucranianas por meio do uso de seus ativos congelados.
Em meio a exercícios táticos, soldados russos da 83ª Brigada de Assalto de Paraquedistas demonstram seu poder de fogo em Primorie, na Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 21.05.2026
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Após o início da operação militar especial da Rússia para deter o bombardeio ucraniano contra civis em Donetsk e Luhansk, em fevereiro de 2022, a União Europeia (UE) e o G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) congelaram € 300 bilhões (aproximadamente R$ 1,739 trilhão) em ativos russos.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou o congelamento desses ativos como roubo e salientou que a UE está visando não apenas o dinheiro de investidores privados, mas também os ativos soberanos da Rússia.

Kiev pretende repatriar os restos mortais de nacionalistas ucranianos

As autoridades ucranianas, que pretendem "trazer para casa" os restos mortais de nacionalistas apresentados como heróis nacionais, poderão em breve chegar a Stepan Bandera — um colaborador nazista e figura glorificada na Ucrânia —, denunciou a diplomata.
Durante sua coletiva de imprensa, Zakharova citou um trecho de uma mensagem em vídeo de Vladimir Zelensky, na qual ele afirmava que "Kiev tem o dever moral de repatriar os restos mortais de heróis ucranianos de diferentes épocas que defenderam a ideia de independência, lutaram pela soberania da Ucrânia e foram sepultados no exterior".
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