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Poli-USP vence competição de tecnologia nuclear da Rosatom e representará o Brasil na Rússia
Poli-USP vence competição de tecnologia nuclear da Rosatom e representará o Brasil na Rússia
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Uma equipe formada por estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) venceu a etapa brasileira do Global HackAtom 2026, competição... 22.05.2026, Sputnik Brasil
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A final nacional ocorreu no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, e garantiu ao grupo uma vaga na final mundial, marcada para setembro, na cidade russa de Ekaterinburgo.Batizada de "Cherenkov Marine Rats", a equipe reúne estudantes ligados à engenharia e à área militar. O nome faz referência tanto ao mascote da Poli-USP quanto ao efeito Cherenkov, fenômeno luminoso observado em reatores nucleares. O grupo é composto por João Victor Nick Angelo, Larissa Oliveira Silva, João Pedro Calomeni Eletério, Guilherme Poltronieri Leme da Silva e Natan Rejtman Missrie.Durante 24 horas, os participantes precisaram desenvolver propostas ligadas ao uso de tecnologias nucleares em áreas como energia, indústria, ciência e sustentabilidade. Ao todo, seis equipes de instituições como USP, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Militar de Engenharia (IME) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) participaram da seletiva brasileira.Segundo João Victor, capitão da equipe vencedora, a diversidade do grupo acabou se tornando um diferencial durante a competição. "Somos uma equipe improvável e diversa, algo que, de certa forma, reflete a própria identidade brasileira. Competir com grupos fortes e ideias excelentes nos trouxe muito mais que a vitória", afirmou.Cooperação com a RosatomA diretora-superintendente do do IPEN, Isolda Costa, afirmou que a realização do HackAtom no Brasil ajuda a aproximar estudantes da ciência nuclear e das aplicações práticas da tecnologia.Já Dmitry Samokhin, chefe do Departamento de Física e Tecnologias Nucleares da Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear MEPhI, de Moscou, destacou o desempenho das equipes brasileiras e o papel do intercâmbio acadêmico internacional."O Brasil possui uma forte tradição em engenharia e um grande interesse de jovens profissionais por desafios tecnológicos modernos. Isso ficou claro pelo nível das equipes que participaram da etapa nacional do Global HackAtom. Para o MEPhI, é importante que esse formato ajude os estudantes não apenas a aplicar conhecimentos de física e engenharia, mas também a compreender como as tecnologias nucleares estão ligadas a desafios reais da ciência e da indústria", disse.A final internacional do HackAtom será realizada entre os dias 11 e 17 de setembro, durante o World Youth Festival, evento voltado à ciência e tecnologia que reúne jovens de diversos países na Rússia.O Brasil chega à edição deste ano após conquistar destaque em 2025, quando a equipe TupiTech, do IME, venceu a final mundial com um projeto de reator nuclear modular voltado à exploração espacial e ao funcionamento de bases lunares. O grupo acabou homenageado posteriormente no Senado Federal.Criado em 2022, o Global HackAtom já realizou etapas em 17 países e reuniu mais de 1.200 participantes. A proposta da competição é aproximar estudantes e jovens profissionais de desafios ligados à indústria nuclear, incluindo aplicações nas áreas de medicina, exploração espacial, ecologia e geração de energia.
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Poli-USP vence competição de tecnologia nuclear da Rosatom e representará o Brasil na Rússia
21:33 22.05.2026 (atualizado: 21:57 22.05.2026) Uma equipe formada por estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) venceu a etapa brasileira do Global HackAtom 2026, competição internacional organizada pela estatal russa de energia nuclear Rosatom. A ação é voltada ao desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor nuclear.
A final nacional ocorreu no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, e garantiu ao grupo uma vaga na final mundial, marcada para setembro, na
cidade russa de Ekaterinburgo.
Batizada de "Cherenkov Marine Rats", a equipe reúne
estudantes ligados à engenharia e à área militar. O nome faz referência tanto ao mascote da Poli-USP quanto ao efeito Cherenkov, fenômeno luminoso observado em
reatores nucleares. O grupo é composto por João Victor Nick Angelo, Larissa Oliveira Silva, João Pedro Calomeni Eletério, Guilherme Poltronieri Leme da Silva e Natan Rejtman Missrie.
Durante 24 horas, os participantes precisaram desenvolver
propostas ligadas ao uso de tecnologias nucleares em áreas como
energia, indústria, ciência e sustentabilidade. Ao todo, seis equipes de instituições como USP, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Militar de Engenharia (IME) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
participaram da seletiva brasileira.
Segundo João Victor, capitão da equipe vencedora, a diversidade do grupo acabou se tornando um diferencial durante a competição. "Somos uma equipe improvável e diversa, algo que, de certa forma, reflete a própria identidade brasileira. Competir com grupos fortes e ideias excelentes nos trouxe muito mais que a vitória", afirmou.
A diretora-superintendente do
do IPEN, Isolda Costa, afirmou que a realização do HackAtom no Brasil ajuda a aproximar estudantes da ciência nuclear e das aplicações práticas da tecnologia.
"Para nós, é muito valiosa a cooperação com a Rosatom em projetos que aproximam os jovens da ciência nuclear e mostram sua importância prática. Os estudantes são o futuro do nosso setor, e apoiar hoje o interesse deles por tecnologia ajuda a construir o desenvolvimento da área nuclear de amanhã", declarou.
Já Dmitry Samokhin, chefe do Departamento de Física e Tecnologias Nucleares da Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear MEPhI, de Moscou, destacou o desempenho das equipes brasileiras e o papel do intercâmbio acadêmico internacional.
"O Brasil possui uma forte tradição em engenharia e um grande interesse de jovens profissionais por desafios tecnológicos modernos. Isso ficou claro pelo nível das equipes que participaram da etapa nacional do Global HackAtom. Para o MEPhI, é importante que esse formato ajude os estudantes não apenas a aplicar conhecimentos de física e engenharia, mas também a compreender como as tecnologias nucleares estão ligadas a desafios reais da ciência e da indústria", disse.
A final internacional do HackAtom será realizada entre os dias 11 e 17 de setembro, durante o World Youth Festival, evento voltado à ciência e tecnologia que reúne jovens de diversos países na Rússia.
O Brasil chega à edição deste ano após conquistar destaque em 2025, quando a equipe TupiTech, do IME, venceu a final mundial com um projeto de reator nuclear modular voltado à
exploração espacial e ao funcionamento de bases lunares. O grupo acabou homenageado posteriormente no Senado Federal.
Criado em 2022, o Global HackAtom já realizou etapas em 17 países e reuniu mais de 1.200 participantes. A proposta da competição é aproximar estudantes e jovens profissionais de desafios ligados à indústria nuclear, incluindo aplicações nas áreas de medicina, exploração espacial, ecologia e geração de energia.
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