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Lula enviará ajuda humanitária à Bolívia

© Foto / RICARDO STUCKERTPresidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante almoço oferecido ao presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Rodrigo Paz, no Palácio do Itamaraty. Brasília, DF
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante almoço oferecido ao presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Rodrigo Paz, no Palácio do Itamaraty. Brasília, DF - Sputnik Brasil, 1920, 25.05.2026
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Em conversa telefônica com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, o mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, informou nesta segunda-feira (25) que enviará ajuda humanitária ao país andino em decorrência de protestos e bloqueios de estradas, que vêm provocando o desabastecimento de algumas regiões.
A ação foi um pedido de Paz, segundo o Itamaraty, devido a uma série de protestos e bloqueios contra o governo, que se intensificaram em maio, promovida por trabalhadores, professores, camponeses, indígenas, transportadores e setores sindicais ligados à Central dos Trabalhadores da Bolívia (COB).
Em nota, o Itamaraty informou que Lula reiterou sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos e ressaltou a importância do pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito.
Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o presidente defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e a preservação da paz social.
Muitas das mobilizações ocorrem em regiões como Cochabamba, Santa Cruz, Potosí e Chuquisaca, com dezenas de bloqueios rodoviários que atingem principalmente os acessos a La Paz.
No sábado (23), forças policiais e militares lançaram a Operação Bandeiras Brancas para tentar desbloquear a rodovia La Paz-Oruro e outras estradas estratégicas. A ação resultou em confrontos violentos, especialmente na região de Senkata, em El Alto, onde agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que resistiram e reforçaram os bloqueios.
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O presidente, que está há seis meses no poder e enfrenta a pior crise econômica boliviana em quatro décadas, atribui os protestos à articulação política de Morales.
Presidente da Bolívia entre 2006 e 2019, o líder cocaleiro foi impedido de disputar as eleições presidenciais do ano passado após decisão constitucional que limitou as reeleições.
O governo boliviano também denunciou as manifestações perante a Organização dos Estados Americanos (OEA), alegando que elas buscam "desestabilizar a ordem democrática".
A crise econômica é marcada pela escassez de dólares, inflação crescente e dificuldades no abastecimento. Os bloqueios das últimas semanas provocaram falta de alimentos, medicamentos e combustível em La Paz, agravando o aumento dos preços. Em abril, a inflação atingiu 14%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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