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'Retrocesso inimaginável', diz ministro de Lula sobre votações do agronegócio em Brasília
'Retrocesso inimaginável', diz ministro de Lula sobre votações do agronegócio em Brasília
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O ministro do Meio Ambiente do Brasil, João Paulo Capobianco, afirmou nesta segunda-feira (25) que projetos aprovados pela Câmara dos Deputados durante o... 25.05.2026, Sputnik Brasil
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O evento "Dia do Agro" ocorreu em 19 e 20 de maio, organizado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A previsão era de que as votações se estendessem até quinta-feira (28), com 12 propostas consideradas prioritárias pelo setor, tratando de temas como crédito rural, renegociação de dívidas, seguro agrícola, incentivos tributários, combustíveis, meio ambiente e relações trabalhistas no campo. A articulação foi construída entre o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e garantiu o avanço de oito projetos prioritários para o setor agropecuário, entre eles o seguro rural e crédito agrícola, mas também propostas que geraram reação imediata do governo e de organizações ambientais. Os projetos mais polêmicos aprovados em regime de urgência foram o PL 2564/2025, que proíbe o Instituto Brasileiro de do Meio Ambiente (Ibama) de emitir embargos com base exclusivamente em imagens de satélite; o PL 364/2019, que altera a Lei de Proteção da Vegetação Nativa; e o PL 5900/2025, que exige manifestação técnica vinculante do Ministério da Agricultura sobre a lista de espécies em extinção.O PL 2564/2025 afeta cerca de 70% das ações remotas do Ibama e enfraquece a principal ferramenta de combate ao desmatamento na Amazônia, área extensa e impossível de patrulhar por outros meios.A Câmara também aprovou o PL 2486/2026, que reduziu a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, em aproximadamente 487 mil hectares, o que equivale a cerca de 37% de sua extensão original de 1,3 milhão de hectares, criada em 2006. A medida está relacionada ao avanço da Ferrogrão, ferrovia defendida pelo agronegócio para ampliar o escoamento de grãos do Centro-Oeste até portos amazônicos.Capobianco classificou o conjunto de votações como "movimento absolutamente grave, porque opera em várias frentes simultâneas que têm poder de impacto sobre a gestão ambiental no Brasil de proporções nunca vistas".O ministro reconheceu que o impacto prático das medidas pode ser limitado pelas etapas ainda pendentes, que inclui votação no Senado e sanção presidencial, mas alertou para o impacto na credibilidade brasileira mundo afora.
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'Retrocesso inimaginável', diz ministro de Lula sobre votações do agronegócio em Brasília
20:55 25.05.2026 (atualizado: 22:02 25.05.2026) O ministro do Meio Ambiente do Brasil, João Paulo Capobianco, afirmou nesta segunda-feira (25) que projetos aprovados pela Câmara dos Deputados durante o chamado "Dia do Agro", na semana passada, contradizem a política ambiental do governo. Ele alertou que tais medidas podem gerar reputação negativa no exterior.
"O Brasil tem uma legislação bastante avançada, é reconhecido internacionalmente como um país que tem muitos instrumentos legais muito positivos. É evidente que iniciativas como essa são contraditórias em relação àquilo que o Brasil está construindo", declarou Capobianco em evento em São Paulo (SP).
O evento
"Dia do Agro" ocorreu em 19 e 20 de maio, organizado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
A previsão era de que as votações se estendessem até quinta-feira (28), com 12 propostas consideradas prioritárias pelo setor, tratando de temas como crédito rural, renegociação de dívidas, seguro agrícola, incentivos tributários, combustíveis, meio ambiente e relações trabalhistas no campo.
A articulação foi construída entre o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e garantiu o avanço de oito projetos prioritários para o setor agropecuário, entre eles o seguro rural e crédito agrícola, mas também propostas que geraram reação imediata do governo e de organizações ambientais.
Os projetos mais polêmicos aprovados em regime de urgência foram o PL 2564/2025, que proíbe o
Instituto Brasileiro de do Meio Ambiente (Ibama) de
emitir embargos com base exclusivamente em imagens de satélite; o PL 364/2019, que altera a Lei de Proteção da Vegetação Nativa; e o PL 5900/2025, que exige manifestação técnica vinculante do Ministério da Agricultura sobre a lista de espécies em extinção.

10 de outubro 2025, 14:41
O PL 2564/2025 afeta cerca de 70% das ações remotas do Ibama e enfraquece a principal ferramenta de combate ao desmatamento na Amazônia, área extensa e impossível de patrulhar por outros meios.
A Câmara também aprovou o PL 2486/2026, que reduziu a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, em aproximadamente 487 mil hectares, o que equivale a cerca de 37% de sua extensão original de 1,3 milhão de hectares, criada em 2006. A medida está relacionada ao avanço da Ferrogrão,
ferrovia defendida pelo agronegócio para ampliar o
escoamento de grãos do Centro-Oeste até portos amazônicos.
Capobianco classificou o conjunto de votações como "movimento absolutamente grave, porque opera em várias frentes simultâneas que têm poder de impacto sobre a gestão ambiental no Brasil de proporções nunca vistas".
"Não poderíamos imaginar que no Brasil, no século 21, que é considerado detentor de uma das legislações ambientais mais avançadas, estaríamos assistindo a essa degradação da lei para atender interesses específicos de setores que querem seguir operando à margem da legislação e de forma irresponsável em relação à legislação ambiental."
O ministro reconheceu que o impacto prático das medidas pode ser limitado pelas etapas ainda pendentes, que inclui votação no Senado e sanção presidencial, mas alertou para o impacto na credibilidade brasileira mundo afora.
"Isso traz um impacto reputacional. Esse é um ponto que nos preocupa muito. Qual é a segurança que os investidores da comunidade internacional têm de que nós vamos seguir nessa trajetória positiva?", questionou ele.
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