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Guiana vê PIB expandir com offshore: Brasil deveria ser 'parceiro número 1', diz economista
Guiana vê PIB expandir com offshore: Brasil deveria ser 'parceiro número 1', diz economista
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As descobertas que superam os 11 bilhões de barris de óleo na bacia Guiana-Suriname elevaram a outro patamar a economia do terceiro menor país da América do... 26.05.2026, Sputnik Brasil
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Essa nação, que conta com cerca de 800 mil habitantes, tornou-se o maior produtor de petróleo per capita do mundo, segundo relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), citado pela Bloomberg Línea.O aumento da produção, que acontece pelo menos desde 2015, fez o país saltar de uma economia de base agrícola para offshore. A Guiana, inclusive, registrou o crescimento de 40% do produto interno bruto (PIB). Entretanto, o dado não reflete na distribuição de renda do país e não impacta a melhoria de vida da população. "Cerca de 41% da população continua vivendo abaixo da linha da pobreza na Guiana, apesar de a renda per capita ter aumentado excepcionalmente. […] Não adianta só você crescer. Ela [a renda per capita] cresceu por causa de uma atividade específica, que é o petróleo, que é exportado. Mas a população, de uma forma geral, não se beneficiou", explica Marcelo Simas, professor de geopolítica das energias na Fundação Getulio Vargas (FGV), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), ex-executivo da Petrobras e mentor de negócios em energia.Nesse sentido, Georgetown tem um desafio: vencer a chamada "maldição do petróleo", quando a dependência excessiva da commodity enfraquece outros setores da economia. Um dos fatores que travam o desenvolvimento de países produtores de petróleo, segundo o analista, é a valorização da moeda. Basicamente, o efeito da valoração contraria a industrialização. Portanto, "ficaria muito barato você importar qualquer coisa e, com isso, destruiria a indústria nacional. Então é exatamente esse o efeito deletério do petróleo", afirma o especialista em entrevista ao Mundioka, podcast diário da Sputnik Brasil. Outra iniciativa importante para a economia guianense seria diversificar a economia. Entretanto, os royalties recebidos pelo Estado giram em torno de 2%. Para efeito de comparação, no Brasil, a cota é de cerca de 10%. O percentual evidencia, dessa forma, o poder exercido pela ExxonMobil, empresa norte-americana que explora o petróleo na Guiana, que fica com a maior fatia da chamada "renda do petróleo". "Nós estamos reeditando na Guiana o que já foi no passado, até a década de 1970, no primeiro choque do petróleo, na época em que a OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] passa a ter esse poder de mercado que ela não tinha até então", analisa. Oportunidade de parceria para países latino-americanos?Ao Mundioka, Daniel Cavagnari, economista, mestre em políticas públicas e gestão da educação e coordenador dos cursos de gestão financeira do Centro Universitário Internacional (Uninter), afirma que os países latino-americanos já deveriam começar a se movimentar para costurar parcerias com a Guiana. Dentre eles, o especialista destaca o Brasil, país que, segundo ele, pode oferecer à Guiana tecnologia, experiência de exploração e de refino, além de "toda a infraestrutura possível" para auxiliá-los.
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economia, guiana, brasil, américa do sul, banco interamericano de desenvolvimento, bid, petróleo, exploração de petróleo, exxonmobil, pib, parceria, desenvolvimento, exclusiva
Guiana vê PIB expandir com offshore: Brasil deveria ser 'parceiro número 1', diz economista
19:48 26.05.2026 (atualizado: 22:59 26.05.2026) Especiais
As descobertas que superam os 11 bilhões de barris de óleo na bacia Guiana-Suriname elevaram a outro patamar a economia do terceiro menor país da América do Sul, a Guiana.
Essa nação, que conta com cerca de 800 mil habitantes, tornou-se o maior produtor de petróleo per capita do mundo, segundo relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),
citado pela Bloomberg Línea.
O aumento da produção, que acontece pelo menos desde 2015, fez o país saltar de uma economia de base agrícola para offshore. A Guiana, inclusive, registrou o crescimento de 40% do produto interno bruto (PIB). Entretanto, o dado não reflete na
distribuição de renda do país e não impacta a melhoria de vida da população.
"Cerca de 41% da população continua vivendo abaixo da linha da pobreza na Guiana, apesar de a renda per capita ter aumentado excepcionalmente. […] Não adianta só você crescer. Ela [a renda per capita] cresceu por causa de uma atividade específica, que é o petróleo, que é exportado. Mas a população, de uma forma geral, não se beneficiou", explica Marcelo Simas, professor de geopolítica das energias na Fundação Getulio Vargas (FGV), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), ex-executivo da Petrobras e mentor de negócios em energia.
Nesse sentido, Georgetown tem um desafio: vencer a chamada "maldição do petróleo", quando a dependência excessiva da commodity enfraquece outros setores da economia.
Um dos fatores que travam o desenvolvimento de
países produtores de petróleo, segundo o analista, é a valorização da moeda. Basicamente, o efeito da valoração contraria a industrialização. Portanto,
"ficaria muito barato você importar qualquer coisa e, com isso, destruiria a indústria nacional. Então é exatamente esse o efeito deletério do petróleo", afirma o especialista em entrevista ao
Mundioka, podcast diário da Sputnik Brasil.
"A única forma de você tomar vacina contra isso é criar um fundo soberano e enviar o dinheiro desses recursos para o exterior e ficar recebendo apenas o rendimento, como se fosse uma poupança […]. É a forma que muitos países fizeram para evitar a maldição do petróleo", acrescenta o professor.
Outra iniciativa importante para a economia guianense seria diversificar a economia. Entretanto, os royalties recebidos pelo Estado
giram em torno de 2%. Para efeito de comparação, no Brasil, a cota é de cerca de 10%. O percentual evidencia, dessa forma, o poder exercido pela ExxonMobil,
empresa norte-americana que explora o petróleo na Guiana, que fica com a maior fatia da chamada "renda do petróleo".
"Nós estamos reeditando na Guiana o que já foi no passado, até a década de 1970, no primeiro choque do petróleo, na época em que a OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] passa a ter esse poder de mercado que ela não tinha até então", analisa.
Oportunidade de parceria para países latino-americanos?
Ao
Mundioka,
Daniel Cavagnari, economista, mestre em políticas públicas e gestão da educação e coordenador dos cursos de gestão financeira do Centro Universitário Internacional (Uninter), afirma que os países latino-americanos já deveriam começar a se movimentar para costurar parcerias
com a Guiana.
Dentre eles, o especialista destaca o Brasil, país que, segundo ele, pode oferecer à Guiana tecnologia, experiência de exploração e de refino, além de "toda a infraestrutura possível" para auxiliá-los.
"A gente devia ser o parceiro número um da Guiana. Primeiro que está perto. Segundo que a gente tem capacidade bélica para oferecer de proteção. […] A Guiana é mais Brasil do que qualquer outro pedaço da América Latina. Tem mais uma: a gente precisa muito desse petróleo, porque esse que eles produzem, a qualidade desse petróleo, a gente não consegue substituí-lo", destaca.
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