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Segundo dia de fórum de segurança em Moscou tem destaques brasileiros e tecnologia em foco (VÍDEOS)

© Sputnik Brasil / Rennan RebelloReunião bilateral entre Brasil e Rússia no Fórum Internacional de Segurança, em Moscou
Reunião bilateral entre Brasil e Rússia no Fórum Internacional de Segurança, em Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2026
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Nesta quarta-feira (27), o I Fórum Internacional de Segurança teve participações brasileiras ilustres, sendo a principal a de Celso Amorim. O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência do Brasil se reuniu com Sergei Shoigu, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, que organiza o evento que acontece até sexta-feira (29).
Antes de se reunir com Shoigu a portas fechadas, Amorim conversou de forma exclusiva com a reportagem da Sputnik Brasil e se mostrou contente em retornar ao país. Ele também apontou a Rússia como parceira importante na arquitetura para o mundo multipolar.

"O Brasil vê a Rússia como um país que tem uma compreensão de que é necessário um mundo multipolar, como eles mesmos falam. A expressão jurídica da multipolaridade é o que está lá no Conselho de Segurança.

Amorim, que foi ministro da Defesa entre os anos de 2011 e 2014, também destacou a importância do Fórum Internacional de Segurança, que busca desenvolver diálogos estratégicos e compreender as novas dinâmicas da geopolítica, que passam pela questão da defesa.

"O Brasil quer ter bom diálogo com todos os países do mundo, sobretudo os que têm grande influência no que acontece na política mundial. Eu vim aqui para uma conferência internacional, mas tenho contato com os meus interlocutores russos, como o ex-ministro [da Defesa] Shoigu, o ministro [Sergei] Lavrov [das Relações Exteriores], o assessor especial da Presidência, assim como eu, o [Nikolai] Patrushev", comenta.

I Fórum Intrernacional de Segurança em Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2026
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GSI marca presença em discussão de cibersegurança

O general Washington Triani, secretário executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, integrou a delegação brasileira capitaneada pelo embaixador Celso Amorim e participou da mesa redonda "Cooperação Internacional em Segurança da Informação". Após sua palestra, Triani também falou com exclusividade à Sputnik Brasil.

"[…] a parte de cooperação internacional na área de segurança da informação é uma parte que nós temos trabalhado bastante, principalmente no BRICS e nos fóruns internacionais. E aqui foi uma boa oportunidade para […] trocar algumas experiências com os colegas e apresentar algumas iniciativas que o Brasil tem tomado do ponto de vista da sua abordagem multilateral", destaca.

Triani também destaca que a inteligência artificial acaba tendo um papel duplo: é fundamental para evoluir processos, mas também se torna uma arma que ameaça a cibersegurança e pode gerar impactos.

"A questão da IA é interessante porque é paradoxal. Ela veio acelerar uma série de procedimentos e benefícios para a sociedade, mas junto com os benefícios também há os riscos. Então a gente tem que ter muito equilíbrio e bom senso neste momento. O Fórum Econômico estima que há perdas por conta de ciberataques na ordem de US$ 10,5 trilhões [cerca de R$ 53,1 trilhões na cotação atual]. Isso aí é cerca de 8% a 9% do PIB mundial", observa.

Tecnologia 100% russa avança com soluções digitais

Durante o evento, a reportagem visitou estandes que mostravam inovações e material tradicional de defesa, como armas e munições, e conheceu o trabalho da RT-Inform. A companhia, subsidiária da estatal russa Rostec, desenvolveu o Cerberus, um firewall moderno capaz de proteger data centers, tão vitais para tecnologias como IA, de ataques hackers.
A reportagem conversou com Mikhail Savosin, especialista em cibersegurança da RT-Inform, que detalhou que o Cerberus é fabricado totalmente em território russo.

"A vantagem é que essa solução reside no balanceamento de carga e na possibilidade de combinar múltiplos firewalls em um único sistema centralizado e escalável, para proteção de data centers. Isso permite atualizações sem interromper nenhum processo crítico."

No mesmo pavilhão, havia como expositora a empresa russa N Tech Lab, que trabalha em parceria com a Rostec e estava apresentando um sistema de câmera de vigilância com grau de refinamento a ponto de identificar o rosto de pessoas e cruzá-lo com qualquer base de dados, seja ela governamental, seja ela privada.
Em um período de transição sistêmica, em que crises políticas e conflitos escalam em diversas regiões do globo, a ascensão de um mundo multipolar nas relações internacionais se consolida cada vez mais. E, com tantas conexões e forças hegemônicas tentando dominar recursos estratégicos para evoluir em alta tecnologia, o espaço digital se torna mais um a ser disputado e integrado à soberania dos países.
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