Quais são os motivos por trás do forte crescimento dos portos chineses este ano?

© AP Photo / Damian Dovarganes
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O setor de transporte marítimo da China manteve um desempenho estável durante os primeiros quatro meses de 2026, impulsionado pelo crescimento do comércio exterior e pela expansão de novas rotas marítimas internacionais, informou a mídia asiática.
De acordo com o Global Times, dados divulgados pelo Ministério dos Transportes da China indicaram que o volume de carga comercial atingiu 18,17 bilhões de toneladas entre janeiro e abril, um aumento de 3,6% em relação ao ano anterior.
Os portos chineses movimentaram 5,93 bilhões de toneladas de carga durante esse período, representando um crescimento anual de 3,1%, enquanto a movimentação de carga relacionada ao comércio exterior aumentou 5,5%.
O tráfego de contêineres apresentou um dos maiores aumentos, atingindo 120 milhões de unidades padrão, o equivalente a um crescimento anual de 7,2%, de acordo com dados oficiais citados pela mídia. Parte desse impulso veio da abertura de novas rotas marítimas para mercados emergentes, particularmente na África, uma região que ganhou importância estratégica para o comércio chinês.
"Em abril, inauguramos três novas rotas de transporte marítimo para a África", declarou Qu Jiaoming, diretor do terminal de contêineres do Porto de Ningbo Zhoushan, ao jornal chinês.
Segundo o diretor, essas novas conexões irão aprimorar a eficiência logística e fortalecer as exportações chinesas em setores como eletrônicos, veículos, produtos químicos e materiais de construção para os mercados africanos.
O Porto de Qingdao também lançou uma nova rota de contêineres para a África em abril, elevando seu total para 11 conexões de transporte marítimo com diversas regiões do continente, incluindo África Oriental, Ocidental e Setentrional.
"O desempenho não foi fácil, especialmente em um contexto global complexo marcado por conflitos geopolíticos e crescente protecionismo", observou Gao Lingyun, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Sociais, ao Global Times na quarta-feira (27).
Gao afirmou que a estratégia de abertura de rotas para mercados emergentes demonstra uma maior diversificação do comércio internacional da China e um fortalecimento dos laços econômicos com países africanos e outras regiões em desenvolvimento.
O comércio bilateral entre a China e a África atingiu US$ 126,84 bilhões (cerca de R$ 641,8 bilhões) nos primeiros quatro meses de 2026, um aumento de 22,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi ainda mais impulsionado pela implementação da política de tarifa zero da China para 53 países africanos com os quais Pequim mantém relações diplomáticas.
Enquanto isso, o transporte aéreo de cargas também apresentou expansão. Somente em abril, 21 novas rotas internacionais de carga aérea foram inauguradas na China, refletindo o aumento da demanda comercial e logística, segundo a Agência de Notícias da China.



