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Primeiros indícios astronômicos sugerem que estrelas anãs vermelhas podem devorar planetas

© NASA's Goddard Space Flight Center/S. WiessingerIlustração artística mostrando um sistema binário composto por duas estrelas anãs vermelhas liberando uma série de poderosas erupções solares, observadas pela espaçonave Swift da NASA, 23 de abril de 2014
Ilustração artística mostrando um sistema binário composto por duas estrelas anãs vermelhas liberando uma série de poderosas erupções solares, observadas pela espaçonave Swift da NASA, 23 de abril de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 31.05.2026
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Após identificarem níveis inesperadamente altos de lítio em anãs vermelhas, astrônomos concluem que estrelas deste tipo podem devorar planetas inteiros durante a formação de seus sistemas.
Astrônomos encontraram as primeiras evidências de que anãs vermelhas podem devorar seus próprios planetas, um comportamento há muito suspeitado, mas nunca confirmado. A descoberta surge a partir de dados do levantamento espectroscópico Gaia‑ESO, que revelou estrelas desse tipo com níveis anormais de lítio.
Essas pequenas estrelas, muito menores e mais frias que o Sol, não deveriam conter lítio, já que o elemento é rapidamente destruído em seus interiores quentes e turbulentos. Por isso, qualquer vestígio detectável funciona como um marcador claro de contaminação externa — um sinal de que a estrela engoliu material planetário ainda rico em lítio.
Segundo o pesquisador Robin Jeffries, até mesmo uma pequena quantidade desse elemento funciona como "tinta em uma tela em branco", tornando a assinatura química impossível de ignorar. A equipe identificou seis anãs vermelhas em três aglomerados estelares com teores de lítio muito acima do esperado.
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A análise detalhada sugere que essas estrelas podem ter consumido o equivalente a três a dez Terras em material planetário. Esse processo destrutivo teria injetado lítio em suas atmosferas, explicando o excesso observado.

Como as anãs vermelhas representam cerca de 75% das estrelas da Via Láctea, o fenômeno pode ser muito mais comum do que se imaginava. Se confirmado, isso mudaria a compreensão sobre a evolução inicial de sistemas planetários e sobre o destino de mundos que orbitam estrelas de baixa massa.

Pesquisas futuras devem investigar quando essas estrelas são mais propensas a devorar seus planetas e como esse comportamento afeta a formação e a estabilidade de sistemas planetários. Isso pode oferecer pistas valiosas sobre a história química e dinâmica da galáxia e sobre a sobrevivência de mundos ao redor de anãs vermelhas, como os estudados em exoplanetas rochosos e sistemas planetários jovens.
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