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Sheik afirma que iranianos não temem conflitos e reforça união do povo: 'O maior fruto da guerra'

© AP Photo / Vahid SalemiPessoas marcham sob um retrato do Líder Supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, durante um festival de rua que celebra o feriado muçulmano xiita de Eid al-Ghadir, aniversário da nomeação de Ali, sucessor do profeta Maomé, reverenciado como o primeiro imã xiita, em Teerã, 4 de junho de 2026
Pessoas marcham sob um retrato do Líder Supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, durante um festival de rua que celebra o feriado muçulmano xiita de Eid al-Ghadir, aniversário da nomeação de Ali, sucessor do profeta Maomé, reverenciado como o primeiro imã xiita, em Teerã, 4 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 04.06.2026
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Em entrevista exclusiva ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, Rujollah Shamshiri comenta sobre a atual situação do Irã e exalta a resistência islâmica aos ataques militares coordenados por Estados Unidos e Israel.
Em 28 de fevereiro de 2026, tropas dos Estados Unidos e de Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã. Instalações militares, infraestruturas críticas e grandes centros urbanos, como a capital Teerã, foram bombardeados pelas forças de Washington e Tel Aviv.
O que se viu nas semanas seguintes, no entanto, foi uma grande resistência iraniana, simbolizada pelo fechamento do estreito de Ormuz, o que impactou diretamente cerca de 20% da distribuição global de petróleo.
Internamente, o que se viu foi a união do povo iraniano contra a agressão estrangeira e o incentivo aos militares do país para resistir às investidas norte-americanas e israelenses.
Em entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, o sheik Rujollah Sharmshiri afirmou que a população do Irã não teme a guerra e tenta viver com normalidade em meio aos ataques. Diretamente da cidade sagrada de Qom, ele destaca que o conflito uniu os iranianos.
"Essa unidade é a maior arma dos iranianos, maior e mais forte do que os mísseis iranianos. [...] Esse é o maior fruto da guerra."
Arquivo: o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower e outros navios de guerra cruzam o estreito de Ormuz em direção ao golfo Pérsico, 26 de novembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 04.06.2026
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Sharmshiri explica que as aulas de escolas e universidades foram canceladas após o início dos ataques de Washington e Tel Aviv, em especial em Teerã, onde ficaram concentrados os bombardeios. No restante do país, não houve qualquer mudança no dia a dia.
"A vida de todo mundo é uma vida normal, como era antes da guerra. Ninguém muda sua rotina de ir ao banco, trabalhar ou qualquer coisa de uma vida normal."
No entendimento do sheik, o Irã mostrou ao mundo a força que tem como nação ao lutar simultaneamente contra duas das maiores potências militares globais. Outro ponto ressaltado por Sharmshiri foi o apoio incondicional da população ao governo para a manutenção de sua soberania nacional.
"Dia e noite, durante mais de 40 anos, eles [Ocidente] fazem propaganda contra o Irã, dizendo que existe uma ditadura. Todo o povo iraniano seria contra este sistema. A guerra mostrou que o povo iraniano ama esse sistema, essa revolução. Durante mais de 90 dias, toda noite o povo iraniano saía às ruas para demonstrar o seu apoio."
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