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Justiça decreta prisão de jornalista perseguido por Zambelli

© Foto / Reprodução / Redes SociaisCarla Zambelli perseguiu um apoiador de Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, em São Paulo (SP)
Carla Zambelli perseguiu um apoiador de Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, em São Paulo (SP) - Sputnik Brasil, 1920, 05.06.2026
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O Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, perseguido à mão armada pelas ruas de São Paulo pela ex-deputada federal Carla Zambelli.
Araújo foi condenado a pagar indenização por difamação contra Zambelli, de cerca de R$ 2,2 mil. A difamação se refere a um texto do jornalista em que ele acusou a ex-deputada de integrar uma seita de doentes e "mercadores da morte" de extrema-direita "que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades".
Araújo se manifestou nas redes sociais:

"Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na Justiça por um texto que escrevi, onde a Justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta."

Ele comentou também a situação da ex-deputada, que teve o pedido de extradição rejeitado pela Justiça da Itália, país onde se instalou para fugir da condenação de prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

"Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela […]. Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela. Só tenho minha escrita e minha vontade de ver a justiça sendo feita", completou.

Condenada por porte ilegal

Ainda deputada federal pelo PL de São Paulo, Zambelli sacou uma arma e perseguiu o jornalista em 28 de outubro de 2022. Na época, ela publicou um vídeo em suas redes em que afirma ter sido agredida. A deputada disse que correu atrás do homem com uma arma, pois ele "evadiu".
Ela afirma ter pedido para ele esperar ela chamar a polícia e "dar flagrante". Zambelli disse que também foi agredida verbalmente e cuspida pelo homem que ela apontou a arma.
Em agosto de 2025, o STF condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão, em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
Zambelli estava na Itália desde julho, quando fugiu da prisão para o cumprimento de pena anterior, de dez anos de prisão, por ser mandante da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.
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