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EUA atacam alvos iranianos após o Irã lançar drones no mais recente conflito no Golfo

© AP Photo / Vahid SalemiDestruição causada após ataque dos Estados Unidos e Israel contra a Universidade Shahid Beheshti em Teerã. 4 de abril de 2026
Destruição causada após ataque dos Estados Unidos e Israel contra a Universidade Shahid Beheshti em Teerã. 4 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 06.06.2026
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As forças estadunidenses afirmaram neste sábado (6) terem atacado radares costeiros iranianos, após abaterem drones lançados pelo Irã em direção ao estreito de Ormuz.
O Comando Central do Exército dos EUA afirmou que foram atacados locais de vigilância do Irã em Goruk e na ilha de Qeshm, em Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, declarou que a ação violou o cessar-fogo de 8 de abril e que tais violações repetidas demonstram que Washington não tem intenção de reduzir as tensões. Advertiu ainda que os Estados Unidos arcarão com as consequências de suas "ações ilegais".
O país persa afirmou ter atacado bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein em retaliação aos ataques dos EUA e disparado contra quatro petroleiros que tentavam cruzar o estreito sem sua permissão. Já o governo de Donald Trump comentou que seis mísseis foram interceptados e um sétimo não atingiu seu alvo.
O Exército do Kuwait comunicou que interceptou sete mísseis balísticos que sobrevoaram áreas residenciais, causando danos materiais, mas sem vítimas. No Bahrein, sirenes soaram e os moradores foram orientados a procurar abrigo.
Desde o cessar-fogo, negociações estão sendo realizadas em Islamabad, capital do Paquistão, ainda sem avanços.
Reator nuclear de água de Arak, ao sul da capital iraniana, Teerã, durante visita do então chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, em 23 de dezembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 06.06.2026
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A mídia estatal iraniana informou que o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegou a Teerã no sábado para conversas com autoridades iranianas, incluindo o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. O Paquistão tem mediado as negociações para o fim do conflito.
O estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de um quinto do tráfego petrolífero global antes da guerra, continua bloqueado pelo Irã. Os EUA por sua vez bloqueiam os portos iranianos.
Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o arsenal de mísseis do Irã conta com pouco mais de 20% do armamento que possuía no início do conflito. Para o chefe da Casa Branca, o arsenal iraniano foi amplamente destruído pelas forças norte-americanas e Teerã não tem outra escolha a não ser negociar.

Conflito paralelo no Líbano

Paralelamente, ataques israelenses contra o Líbano mataram três militares libaneses, embora o cessar-fogo entre Israel e o grupo armado Hezbollah tenha sido uma das condições do Irã para um acordo de paz com Washington.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou nesta semana um pacto mediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês para cessar-fogo no Líbano. O acordo não previa a retirada israelense e o Hezbollah não participou das negociações.
Israel afirmou que suas forças não se retirarão nem interromperão as operações no país em meio ao crescente atrito com os EUA.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, incluindo em Teerã, causando danos e vítimas civis. O Irã respondeu atacando o território israelense e instalações militares americanas no Oriente Médio. Em seguida, Israel começou a bombardear também o Líbano, em resposta a supostos ataques por parte do grupo Hezbollah, aliado do Irã.
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