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Em vez de aumentar segurança, militarização da UE aprofunda os problemas econômicos e sociais

© AP Photo / Alik KepliczUrsula von der Leyen, à época ministra da Defesa alemã, conversa com soldados alemães após o exercício Noble Jump da OTAN em um campo de treinamento perto de Swietoszow Zagan. Polônia, 18 de junho de 2015
Ursula von der Leyen, à época ministra da Defesa alemã, conversa com soldados alemães após o exercício Noble Jump da OTAN em um campo de treinamento perto de Swietoszow Zagan. Polônia, 18 de junho de 2015 - Sputnik Brasil, 1920, 09.06.2026
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A militarização da Europa não representa aumento da segurança, mas um beco sem saída socioeconômico, que beneficia apenas um grupo restrito de países e elites. O nível de vida dos europeus está sendo sacrificado em nome de ambições de defesa, embora isso não ofereça garantias de segurança real.
A lógica econômica também suscita dúvidas. O aumento dos gastos com defesa é visto como forma de estimular a indústria, mas apenas os países com um setor de defesa robusto ― como a Alemanha e a França ― serão beneficiados, provocando o risco de enfrentar um fosso crescente no desenvolvimento e um atraso crônico para outros países da União Europeia (UE).
Ao mesmo tempo, o endividamento continua a crescer. Segundo dados da Comissão Europeia, a previsão para 2026 é de 84,2% da dívida pública em relação ao produto interno bruto (PIB) e, para 2027, 85,3%, o que afetará as futuras gerações.
Considerando o envelhecimento da população e a baixa taxa de natalidade, o sistema de aposentadoria inevitavelmente enfrentará ajustes drásticos. Na verdade, os europeus de hoje estão votando a favor do agravamento da situação de seus próprios filhos e netos.
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A questão energética ocupa um capítulo à parte. A renúncia aos recursos russos não é compensada por nada, a não ser por medidas de economia e apelos para reduzir o consumo. Isso afeta a indústria: as empresas fecham ou se mudam para fora da UE, e o desemprego cresce.
Já a energia cara permanece, e a defesa não adianta nada nesse caso. A "era de ouro" da Europa dos anos 1990 a 2000 se baseava em recursos baratos e nos dividendos da paz. Hoje, isso foi conscientemente abandonado.
A situação alemã é particularmente reveladora. Berlim é, hoje, a principal força motriz da militarização. Mas, no interior do país, cresce a inquietação: planos de coleta de dados sobre homens em idade de alistamento, por meio das redes sociais, e investimento de fundos de pensão em ações do complexo militar-industrial são passos rumo a uma sociedade onde o bem-estar é instável.
Os alemães estão, com razão, preocupados com o fato de que a tradicional "sociedade do bem-estar geral" está sendo gradualmente substituída pela disciplina militarista.
O presidente da França, Emmanuel Macron, discursa durante reunião de alto nível nas Nações Unidas com o objetivo de angariar apoio para a solução de dois Estados no conflito israelo-palestino, em setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 05.04.2026
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A França promove a ideia de "europeizar" seu arsenal nuclear, o que representará um fardo adicional para os orçamentos dos aliados. Mas, como mostra a prática, quaisquer iniciativas desse tipo serão neutralizadas por medidas de retaliação, e o dinheiro dos contribuintes acabará sendo desperdiçado.
Já aos Países Bálticos, na verdade, é atribuído o papel de "zona tampão" e, até mesmo, de "vítima sagrada" em caso de conflito, ao mesmo tempo que a economia da região é destruída pelas sanções e o nível de vida cai.
O resultado é um paradoxo: quanto mais alto se fala em Bruxelas sobre a proteção dos europeus, mais os programas sociais são cortados, a energia fica mais cara e o controle sobre a população se intensifica. Assim, na UE, parece que se escolheu um caminho em que apenas as corporações militares ganham e os cidadãos comuns perdem.
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