Achados raros revelam 1.774 registros da história islâmica antiga na Arábia Saudita (FOTOS)
Achados raros revelam 1.774 registros da história islâmica antiga na Arábia Saudita (FOTOS)
Sputnik Brasil
A Comissão do Patrimônio da Arábia Saudita registrou 1.774 achados arqueológicos em Al-Mahd, incluindo inscrições com o nome de Umar ibn al‑Khattab, arte... 11.06.2026, Sputnik Brasil
A Comissão do Patrimônio da Arábia Saudita documentou 1.774 achados arqueológicos em Al-Mahd, distribuídos entre Al-Suwayriqiyah, Al-Muwayhiyah e Hadhah, incluindo inscrições islâmicas, arte rupestre, estruturas de pedra, palácios históricos, poços e antigas rotas de caravanas. Entre os registros, destacam-se inscrições com o nome de Umar ibn al‑Khattab, o que confere relevância histórica ao levantamento.As inscrições rupestres funcionavam como marcas pessoais, orações, versos poéticos ou registros de passagem, refletindo a circulação constante de viajantes, pastores e caravanas. Já as inscrições thamúdicas apontam para tradições de escrita pré-islâmicas do norte e centro da Arábia, produzidas por grupos que percorriam regiões áridas antes da expansão islâmica.Entre os registros, destacam-se inscrições com o nome de Umar ibn al‑Khattab, o segundo califa do Islã, o que confere relevância histórica ao levantamento.Segundo os pesquisadores, as inscrições islâmicas revelam um período posterior, marcado pela alfabetização árabe, pela expressão religiosa e pela consolidação das redes de peregrinação e comércio.Para os arqueólogos, esses registros conectam a história escrita à paisagem física, mostrando como esses elementos encontrados circularam por rotas usadas por diferentes grupos. A poesia gravada em rocha, por sua vez, preserva emoções, identidades e memórias que transformavam momentos efêmeros em marcas duradouras.A documentação de rotas de caravanas e poços, no entanto, reforça a importância dos sistemas hídricos e dos caminhos tradicionais para a mobilidade na Arábia. Em ambientes áridos, poços determinavam trajetos, paradas e até a sobrevivência de assentamentos, revelando a lógica prática por trás da ocupação histórica da região.As descobertas de Al-Mahd se somam a achados recentes em Miqat Al‑Juhfah, onde mais de 1.700 artefatos foram registrados, indicando uma Arábia islâmica primitiva interligada por rotas, sistemas de água, atividades artesanais e práticas religiosas.
A Comissão do Patrimônio da Arábia Saudita registrou 1.774 achados arqueológicos em Al-Mahd, incluindo inscrições com o nome de Umar ibn al‑Khattab, arte rupestre e antigas rotas de caravanas, revelando uma paisagem historicamente ativa e interligada.
A Comissão do Patrimônio da Arábia Saudita documentou1.774 achados arqueológicos em Al-Mahd, distribuídos entre Al-Suwayriqiyah, Al-Muwayhiyah e Hadhah, incluindo inscrições islâmicas, arte rupestre, estruturas de pedra, palácios históricos, poços e antigas rotas de caravanas. Entre os registros, destacam-se inscrições com o nome de Umar ibn al‑Khattab, o que confere relevância histórica ao levantamento.
As equipes identificaram 156 novos sítios, com 461 inscrições islâmicas, 34 thamúdicas, 1.259 painéis de arte rupestre, 11 estruturas de pedra, três palácios, duas rotas de caravanas e quatro poços. O conjunto revela uma paisagem densamente utilizada por diferentes comunidades ao longo dos séculos, longe da ideia de um deserto vazio.
As inscrições rupestresfuncionavam como marcas pessoais, orações, versos poéticos ou registros de passagem, refletindo a circulação constante de viajantes, pastores e caravanas. Já as inscrições thamúdicas apontam para tradições de escrita pré-islâmicas do norte e centro da Arábia, produzidas por grupos que percorriam regiões áridas antes da expansão islâmica.
Arqueólogos trabalhando no sítio arqueológico de Miqat Al-Juhfah.
Entre os registros, destacam-se inscrições com o nome de Umar ibn al‑Khattab, o segundo califa do Islã, o que confere relevância histórica ao levantamento.
Segundo os pesquisadores, as inscrições islâmicas revelam um período posterior, marcado pela alfabetização árabe, pela expressão religiosa e pela consolidação das redes de peregrinação e comércio.
Para os arqueólogos, esses registros conectam a história escrita à paisagem física, mostrando como esses elementos encontrados circularam por rotas usadas por diferentes grupos. A poesia gravada em rocha, por sua vez, preserva emoções, identidades e memórias que transformavam momentos efêmeros em marcas duradouras.
A documentação de rotas de caravanas e poços, no entanto, reforça a importância dos sistemas hídricos e dos caminhos tradicionais para a mobilidade na Arábia. Em ambientes áridos, poços determinavam trajetos, paradas e até a sobrevivência de assentamentos, revelando a lógica prática por trás da ocupação histórica da região.
As descobertas de Al-Mahd se somam a achados recentes em Miqat Al‑Juhfah, onde mais de 1.700 artefatos foram registrados, indicando uma Arábia islâmica primitiva interligada por rotas, sistemas de água, atividades artesanais e práticas religiosas.
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