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EUA não ajudarão Ucrânia e Europa com fornecimento de gás para o inverno europeu, diz oficial

© AP Photo / Timur Nisametdinov Inverno europeu rigoroso exige que casas sejam abastecidas com gás e eletricidade para aquecimento dos imóveis
Inverno europeu rigoroso exige que casas sejam abastecidas com gás e eletricidade para aquecimento dos imóveis - Sputnik Brasil, 1920, 12.06.2026
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Os Estados Unidos não têm como compensar a escassez de gás natural liquefeito (GNL) na Ucrânia e na Europa porque o próprio país não possui reservas suficientes do produto, declarou no decorrer da coletiva de imprensa Charlie Riedl, chefe do Centro de Associação Comercial de GNL dos EUA.
Riedl destacou que as instalações europeias de armazenamento de gás estão atualmente com menos da metade da capacidade ocupada (42%), apesar de geralmente tentarem mantê-la em 90%.

"O desafio é que, do ponto de vista da oferta, os EUA realmente não têm mais gás para fornecer no momento. Não há nenhum excesso de capacidade saindo dos EUA que acabaria fluindo para a região onde fica a Ucrânia", ressaltou ele ao responder à pergunta sobre a capacidade dos Estados Unidos de ajudar europeus e ucranianos a evitarem uma crise energética no inverno europeu.

Há um cenário muito provável em que o mercado como um todo, não só europeu, mas também asiático, enfrente uma escassez de suprimentos. Os Estados Unidos não terão condições de compensar as perdas de produção causadas pela crise no golfo Pérsico, observou.
Operadores trabalham na planta de regaseificação Enagss, a maior planta de gás natural liquefeito (GNL) da Europa, em Barcelona, Espanha, 29 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.05.2026
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Nesse contexto, ele enfatizou que a combinação de capacidade limitada, contratos de longo prazo e gargalos de infraestrutura torna improvável que os países do Leste Europeu e a Ucrânia recebam reforços suficientes em um futuro próximo.
Em suma, o especialista deixou claro que o período para evitar cortes ou racionamentos nesta temporada é curto e depende de fatores externos ao controle dos exportadores norte-americanos.
No início de junho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington estava preocupado com o próximo inverno rigoroso na Ucrânia, devido à incapacidade de Kiev de gerar eletricidade.
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