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Sem influência, governo israelense descredibiliza acordo entre EUA e Irã

© Chaim Goldberg/Pool Photo via APPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante encontro com representantes do governo americano sobre relações entre os dois países. Jerusalém, 28 de setembro de 2023
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante encontro com representantes do governo americano sobre relações entre os dois países. Jerusalém, 28 de setembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 14.06.2026
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Autoridades temem que memorando de entendimento que deve ser assinado entre Washington e Teerã deixe intactos os mísseis iranianos e os grupos armados que atuam no Oriente Médio, afirma a mídia de Israel.
De acordo com o portal Yediot Ahronot, um alto funcionário do governo israelense afirmou neste sábado (13) que o memorando de entendimento esperado para ser assinado amanhã (14) entre os Estados Unidos e o Irã "não é um bom acordo", alertando que Israel tem pouca capacidade de influenciar o processo, apesar do impacto direto que ele pode ter sobre sua segurança.
"Ninguém está feliz com isso", disse o oficial. "Entendemos que não é bom para nós e que prejudica os interesses israelenses. O que é preocupante é que Israel não consegue influenciá-lo. Sua voz não está sendo ouvida", ponderou.
Entre os insatisfeitos, como pondera o portal, está também o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Para a mídia, as declarações do líder têm expressado frustação e decepção em relação ao acordo.
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Conforme o portal israelense, o acordo deve vigorar por 60 dias enquanto as negociações seguirem, com opção de prorrogação por mais 60 dias. Enquanto a Casa Branca o apresenta como uma conquista diplomática que poderia evitar uma guerra regional mais ampla, afastar o Irã de capacidade nuclear militar e estabilizar os mercados globais de energia, autoridades israelenses dizem que ele fica aquém das demandas centrais de Israel.
O portal Haaretz também destacou relatos de autoridades israelenses que questionaram publicamente se Washington teria capacidade de usar o acordo para pressionar Teerã a remover ou diluir de forma significativa seu estoque de urânio enriquecido.
Ou seja, as preocupações em Tel Aviv passam pela capacidade de mísseis iraniana, pelo afrouxamento das sanções econômicas contra Teerã, temendo uma recuperação da economia regional do país persa, além, claro, do próprio poder de influência israelense na região.
O Yediot Ahronot informa, ainda, que há funcionários do governo mais reticentes pelo acordo. Uma fonte ouvida afirma que se o memorando conseguir a remoção do urânio salvará "a honra do Ocidente".
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