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Israel não interromperá a ofensiva no Líbano mesmo após acordo entre Irã e EUA, afirma ministro

© AP Photo / Hassan AmmarFumaça sobe após vários ataques aéreos israelenses em Beirute, Líbano, 8 de abril de 2026
Fumaça sobe após vários ataques aéreos israelenses em Beirute, Líbano, 8 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2026
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O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que o acordo preliminar assinado entre os Estados Unidos e o Irã não implica nenhum compromisso para Israel, que busca a eliminação da milícia pró-Irã Hezbollah no Líbano.

"Minha posição é clara: não fazemos parte deste acordo, que não salvaguarda nossa segurança nem nos vincula de forma alguma. Não devemos nos comprometer com nada menos do que o desmantelamento do Hezbollah; não devemos nos retirar de nenhum território que nossos combatentes tenham conquistado e limpado da infraestrutura terrorista", publicou Ben-Gvir em sua conta nas redes sociais.

O ministro advertiu que qualquer lançamento de drone ou míssil contra Israel a partir do Líbano será respondido com um ataque israelense a Dahieh, reduto do Hezbollah nos arredores de Damasco.

"Cada vez que cedemos à pressão internacional em detrimento da segurança de Israel, pagamos um preço alto em sangue, além de juros. Foi o caso dos Acordos de Oslo, foi o caso do acordo de 2006 com o Líbano e foi o caso durante todo o período de contenção em Gaza, que se revelou um tiro pela culatra espetacular", declarou Ben-Gvir.

Enquanto isso, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Israel manterá sua presença militar nas chamadas zonas de segurança no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza "indefinidamente".
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Segundo ele, Israel explicou essa posição a altos funcionários em Washington, incluindo o presidente Donald Trump e o chefe do Pentágono, Pete Hegseth.

"Não vamos abrir mão dos interesses vitais de segurança de Israel e da defesa de nossos cidadãos; não vamos nos retirar das zonas de segurança", afirmou Katz.

Na véspera do anúncio, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, cujo país é o principal mediador nas negociações entre Washington e Teerã, anunciou que os EUA e o Irã haviam chegado a um acordo para pôr fim às hostilidades e que a cerimônia oficial de assinatura do memorando de entendimento ocorreria na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Ambos os países confirmaram a informação.
Enquanto isso, o presidente dos EUA autorizou a abertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval norte-americano contra navios iranianos. Além disso, os dois países concordaram com a cessação imediata e definitiva das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Garibabadi.
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