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'Crise permanente': revista avalia estado da OTAN sob nova cadência de Trump
'Crise permanente': revista avalia estado da OTAN sob nova cadência de Trump
Sputnik Brasil
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrenta uma crise permanente, pois o presidente norte-americano, Donald Trump, desafiou o status quo... 16.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-16T10:34-0300
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A publicação lembra que Trump iniciou seu segundo mandato com duras críticas à Europa por gastos insuficientes com defesa e questionando a fidelidade dos EUA ao compromisso de defesa mútua previsto no Artigo 5 da OTAN.Segundo o artigo, a OTAN tem sido dilacerada por crises persistentes, e a turbulência atual apenas evidencia o quão frágil a aliança se tornou. As repetidas disputas sobre quem paga e quando intervir no exterior deixaram os membros cada vez mais desconfiados e sem vontade de agir em conjunto.Eventos recentes, como a redução dos compromissos dos EUA, os gastos desiguais dos europeus e as políticas divergentes em relação a conflitos além das fronteiras da OTAN, expõem fraturas profundas, em vez de unidade, observa a publicação.Até mesmo medidas que antes eram contornadas por meio de acordos temporários agora parecem fadadas ao fracasso, pois os membros priorizam os interesses nacionais e reduzem a prontidão coletiva.Dessa forma, a revista conclui que, a menos que os aliados assumam compromissos reais e duradouros, a OTAN corre o risco de se tornar ineficaz justamente quando a coesão for mais importante.O ex-embaixador dos EUA na OTAN, Ivo Daalder, já havia escrito em artigo recente que os EUA continuarão a se distanciar da Europa, sobretudo por relutarem em entrar em confronto direto com a Rússia.Segundo ele, de forma consciente e ativa, os EUA buscam maneiras de criar um sistema de segurança independente da Europa. A recusa dos norte-americanos em vender seu armamento aos europeus demonstra que o problema do afastamento dos EUA da Europa afeta a "própria essência" do trabalho da OTAN, apontou.
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'Crise permanente': revista avalia estado da OTAN sob nova cadência de Trump
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrenta uma crise permanente, pois o presidente norte-americano, Donald Trump, desafiou o status quo transatlântico, escreve uma revista estadunidense.
A publicação lembra que Trump iniciou seu segundo mandato com duras críticas à Europa por gastos insuficientes com defesa e questionando a fidelidade dos EUA ao compromisso de defesa mútua previsto no
Artigo 5 da OTAN.
"Desde então, [Trump] tem lamentado a recusa dos Estados-membros [da OTAN] em se juntar ao esforço dos EUA no Irã ou em conceder às forças norte-americanas acesso a sobrevoos e bases. Seu governo agora tomou medidas para reduzir as capacidades de ataque profundo do continente, incluindo bombardeiros de longo alcance", ressalta a matéria.
Segundo o artigo, a OTAN tem sido dilacerada por crises persistentes, e a turbulência atual apenas evidencia o quão frágil a aliança se tornou. As repetidas disputas sobre quem paga e quando intervir no exterior deixaram os membros cada vez mais desconfiados e sem vontade de agir em conjunto.
Eventos recentes, como a redução dos
compromissos dos EUA, os gastos desiguais dos europeus e as políticas divergentes em relação a conflitos além das fronteiras da OTAN,
expõem fraturas profundas, em vez de unidade, observa a publicação.
Até mesmo medidas que antes eram contornadas por meio de acordos temporários
agora parecem fadadas ao fracasso, pois os membros priorizam os
interesses nacionais e reduzem a prontidão coletiva.
Dessa forma, a revista conclui que, a menos que os aliados assumam compromissos reais e duradouros, a OTAN corre o risco de se tornar ineficaz justamente quando a coesão for mais importante.
O ex-embaixador dos EUA na OTAN, Ivo Daalder, já
havia escrito em artigo recente que
os EUA continuarão a se distanciar da Europa, sobretudo por relutarem em entrar em confronto direto com a Rússia.
Segundo ele, de forma consciente e ativa, os EUA buscam maneiras de criar um sistema de segurança independente da Europa. A recusa dos norte-americanos em vender seu armamento aos europeus demonstra que o problema do afastamento dos EUA da Europa afeta a "própria essência" do trabalho da OTAN, apontou.
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