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Lula discute entraves comerciais com líderes europeus após restrições a produtos brasileiros
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta terça-feira (16), à margem da cúpula do G7, com os dirigentes da Comissão Europeia, Ursula von der... 16.06.2026, Sputnik Brasil
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Segundo o Palácio do Planalto, os líderes trataram especialmente das medidas adotadas pela União Europeia (UE) que afetam exportações brasileiras, sobretudo nos setores de produtos de origem animal e da siderurgia.Durante a reunião, foi acordada a criação de um mecanismo bilateral envolvendo o Ministério das Relações Exteriores e representantes da Comissão Europeia para identificar e buscar soluções para as dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros.As partes ainda se comprometeram a avançar em respostas que levem em conta tanto as preocupações europeias nas áreas sanitária, fitossanitária e de proteção da indústria do aço, quanto os interesses comerciais do Brasil, em consonância com o acordo entre Mercosul e UE.Em meio ao encontro, o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, destacou que as práticas comprometem as regras multilaterais e a previsibilidade do comércio ao citar as restrições da UE à carne brasileira.Combate integrado ao narcotráfico e respeito à soberania dos paísesMais cedo, em discurso na sessão do G7 dedicada à segurança internacional, Lula afirmou que o combate ao narcotráfico precisa ser acompanhado do enfrentamento a outros crimes transnacionais, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.As declarações ocorrem após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, medida que gerou debates sobre possíveis implicações para a soberania brasileira.Além da questão de segurança, Lula defendeu no G7 que os países que possuem minerais críticos obtenham ganhos econômicos em etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas, e não apenas na extração das matérias-primas.Segundo o presidente, esses países devem participar dos processos de industrialização, transferência de tecnologia e formação de capacidades, de acordo com suas necessidades nacionais.Ao abordar a transformação digital e o avanço da inteligência artificial, Lula enfatizou que as novas tecnologias não podem aprofundar desigualdades históricas. "As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores", afirmou.O presidente defendeu, ainda, a ampliação das parcerias internacionais que permitam o desenvolvimento e o acesso a tecnologias de ponta por um número maior de países.
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Lula discute entraves comerciais com líderes europeus após restrições a produtos brasileiros
17:01 16.06.2026 (atualizado: 17:12 16.06.2026) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta terça-feira (16), à margem da cúpula do G7, com os dirigentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa. O encontro ocorreu em meio às recentes restrições impostas pelo bloco europeu a produtos brasileiros.
Segundo o Palácio do Planalto, os líderes trataram especialmente das medidas adotadas pela União Europeia (UE) que afetam exportações brasileiras, sobretudo nos
setores de produtos de origem animal e da siderurgia.
Durante a reunião, foi acordada a criação de um mecanismo bilateral envolvendo o Ministério das Relações Exteriores e representantes da Comissão Europeia para identificar e buscar soluções para as dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros.
As partes ainda se comprometeram a avançar em respostas que levem em conta tanto as preocupações europeias nas áreas sanitária, fitossanitária e de proteção da indústria do aço, quanto os interesses comerciais do Brasil, em consonância com o
acordo entre Mercosul e UE.
Em meio ao encontro, o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, destacou que as práticas comprometem as regras multilaterais e a previsibilidade do comércio ao citar as restrições da UE à carne brasileira.
"Não podemos esquecer que o protecionismo está sempre à espreita, como demonstram as últimas restrições da UE às exportações de carne brasileiras e as tarifas impostas pelos EUA à revelia da OMC [Organização Internacional do Comércio]", acrescentou.
Combate integrado ao narcotráfico e respeito à soberania dos países
Mais cedo, em discurso na sessão do G7 dedicada à segurança internacional, Lula afirmou que o combate ao narcotráfico precisa ser acompanhado do enfrentamento a outros crimes transnacionais, como
lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
"O crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados", disse.
As declarações ocorrem após os Estados Unidos classificarem o
Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, medida que gerou debates sobre possíveis implicações para a soberania brasileira.
Além da questão de segurança, Lula defendeu no G7 que os países que possuem minerais críticos obtenham ganhos econômicos em etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas, e não apenas na extração das matérias-primas.
Segundo o presidente, esses países devem participar dos processos de industrialização, transferência de tecnologia e formação de capacidades, de acordo com suas necessidades nacionais.
Ao abordar a transformação digital e o
avanço da inteligência artificial, Lula enfatizou que as novas tecnologias não podem aprofundar desigualdades históricas. "As transições energética e digital não podem
reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores", afirmou.
O presidente defendeu, ainda, a
ampliação das parcerias internacionais que permitam o desenvolvimento e o acesso a tecnologias de ponta por um número maior de países.
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