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Sul Global já salvou o G7 da irrelevância mais de uma vez; veja quais países socorreram o grupo

© AP Photo / Vadim GhirdaMark Carney se reúne com Ursula von der Leyen e António Costa na cúpula do G7 em Évian-les-Bains. França, 15 de junho de 2026
Mark Carney se reúne com Ursula von der Leyen e António Costa na cúpula do G7 em Évian-les-Bains. França, 15 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2026
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A relevância do G7 minguou diante da perda demográfica e econômica de seus membros e da incapacidade do grupo de competir com a ascensão de potências médias do Sul Global.
Prova desse declínio é o desdém com que líderes como o presidente estadunidense, Donald Trump, vêm tratando as reuniões do grupo, com participações mornas e, em algumas ocasiões, limitadas. Em 2025, por exemplo, Trump defendeu o retorno da Rússia ao grupo, com a retomada do G8, e deixou a cúpula anual, realizada no Canadá, no segundo dia, antes do encerramento.
Na tentativa de manter alguma relevância, o G7 vem recorrendo a lideranças do Sul Global, principalmente do BRICS, grupo em expansão que hoje detém um contingente populacional, econômico e político muito mais representativo.
Ao contrário do que ocorre no BRICS ou no G20, os países do Sul Global não possuem assento permanente nem poder de decisão formal no G7. Suas contribuições ocorrem principalmente quando são convidados pelos anfitriões das cúpulas. Ainda assim, especialmente na última década, o G7 tem ampliado esses convites porque muitos dos desafios globais atuais, como clima, energia, segurança alimentar e desenvolvimento, dependem diretamente da participação de grandes economias do Sul Global.
A participação desses países é fundamental para moldar o debate em temas como financiamento climático, adaptação às mudanças climáticas, transição energética justa e desenvolvimento sustentável. A Sputnik Brasil preparou uma lista de ocasiões em que o G7 recorreu a participações de países do Sul Global para debater temas que norteiam o cenário geopolítico atual.

Índia

A Índia foi convidada a participar em várias reuniões recentes do G7, incluindo as realizadas no Reino Unido (2021), na Alemanha (2022) e no Japão (2023). Suas contribuições envolveram segurança alimentar, cadeias globais de suprimentos, energia limpa, tecnologia digital e necessidades dos países em desenvolvimento.
Um trabalhador observa a passagem de um caminhão carregado com escória fundida na planta de processamento de níquel da PT Vale Indonesia em Sorowako, Sulawesi do Sul, Indonésia, 12 de setembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2026
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Indonésia

Em 2022, a Indonésia participou da cúpula do G7 na Alemanha em discussões sobre recuperação econômica pós-pandemia e cooperação entre economias desenvolvidas e emergentes. Como então presidente do G20, o país teve um importante papel na articulação entre diferentes blocos.

Senegal

Também na cúpula de 2022, o Senegal participou dos debates sobre segurança alimentar global, especialmente devido aos impactos do conflito ucraniano sobre os preços de alimentos e fertilizantes em países africanos.

União Africana

Em 2024, diversos líderes africanos e representantes da União Africana foram convidados a participar da cúpula do G7, realizada na Itália, para discutir desenvolvimento econômico, infraestrutura, migração, energia e segurança alimentar. Essa participação foi considerada uma tentativa de incorporar mais perspectivas do Sul Global às discussões do G7.

Brasil

O Brasil foi convidado para algumas reuniões ampliadas do G7, especialmente para debater preservação ambiental, mudanças climáticas, proteção de florestas tropicais, segurança alimentar e transição energética. Na cúpula de Hiroshima, no Japão, em 2023, o Brasil participou de discussões sobre governança global e desenvolvimento sustentável.
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