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Sul Global já salvou o G7 da irrelevância mais de uma vez; veja quais países socorreram o grupo
Sul Global já salvou o G7 da irrelevância mais de uma vez; veja quais países socorreram o grupo
Sputnik Brasil
A relevância do G7 minguou diante da perda demográfica e econômica de seus membros e da incapacidade do grupo de competir com a ascensão de potências médias do... 16.06.2026, Sputnik Brasil
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Prova desse declínio é o desdém com que líderes como o presidente estadunidense, Donald Trump, vêm tratando as reuniões do grupo, com participações mornas e, em algumas ocasiões, limitadas. Em 2025, por exemplo, Trump defendeu o retorno da Rússia ao grupo, com a retomada do G8, e deixou a cúpula anual, realizada no Canadá, no segundo dia, antes do encerramento.Na tentativa de manter alguma relevância, o G7 vem recorrendo a lideranças do Sul Global, principalmente do BRICS, grupo em expansão que hoje detém um contingente populacional, econômico e político muito mais representativo.Ao contrário do que ocorre no BRICS ou no G20, os países do Sul Global não possuem assento permanente nem poder de decisão formal no G7. Suas contribuições ocorrem principalmente quando são convidados pelos anfitriões das cúpulas. Ainda assim, especialmente na última década, o G7 tem ampliado esses convites porque muitos dos desafios globais atuais, como clima, energia, segurança alimentar e desenvolvimento, dependem diretamente da participação de grandes economias do Sul Global.A participação desses países é fundamental para moldar o debate em temas como financiamento climático, adaptação às mudanças climáticas, transição energética justa e desenvolvimento sustentável. A Sputnik Brasil preparou uma lista de ocasiões em que o G7 recorreu a participações de países do Sul Global para debater temas que norteiam o cenário geopolítico atual.ÍndiaA Índia foi convidada a participar em várias reuniões recentes do G7, incluindo as realizadas no Reino Unido (2021), na Alemanha (2022) e no Japão (2023). Suas contribuições envolveram segurança alimentar, cadeias globais de suprimentos, energia limpa, tecnologia digital e necessidades dos países em desenvolvimento.IndonésiaEm 2022, a Indonésia participou da cúpula do G7 na Alemanha em discussões sobre recuperação econômica pós-pandemia e cooperação entre economias desenvolvidas e emergentes. Como então presidente do G20, o país teve um importante papel na articulação entre diferentes blocos.SenegalTambém na cúpula de 2022, o Senegal participou dos debates sobre segurança alimentar global, especialmente devido aos impactos do conflito ucraniano sobre os preços de alimentos e fertilizantes em países africanos.União AfricanaEm 2024, diversos líderes africanos e representantes da União Africana foram convidados a participar da cúpula do G7, realizada na Itália, para discutir desenvolvimento econômico, infraestrutura, migração, energia e segurança alimentar. Essa participação foi considerada uma tentativa de incorporar mais perspectivas do Sul Global às discussões do G7.BrasilO Brasil foi convidado para algumas reuniões ampliadas do G7, especialmente para debater preservação ambiental, mudanças climáticas, proteção de florestas tropicais, segurança alimentar e transição energética. Na cúpula de Hiroshima, no Japão, em 2023, o Brasil participou de discussões sobre governança global e desenvolvimento sustentável.
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Sul Global já salvou o G7 da irrelevância mais de uma vez; veja quais países socorreram o grupo
17:10 16.06.2026 (atualizado: 17:31 16.06.2026) Redação
Equipe da Sputnik Brasil
A relevância do G7 minguou diante da perda demográfica e econômica de seus membros e da incapacidade do grupo de competir com a ascensão de potências médias do Sul Global.
Prova desse declínio é o desdém com que líderes como o presidente estadunidense, Donald Trump, vêm tratando as reuniões do grupo, com
participações mornas e, em algumas ocasiões, limitadas. Em 2025, por exemplo,
Trump defendeu o retorno da Rússia ao grupo, com a retomada do G8, e deixou a cúpula anual, realizada no Canadá, no segundo dia, antes do encerramento.
Na tentativa de manter alguma relevância, o G7 vem recorrendo a lideranças do Sul Global, principalmente do BRICS, grupo em expansão que hoje detém um contingente populacional, econômico e político muito mais representativo.
Ao contrário do que
ocorre no BRICS ou no G20,
os países do Sul Global não possuem assento permanente nem poder de decisão formal no G7. Suas contribuições ocorrem principalmente quando são convidados pelos anfitriões das cúpulas. Ainda assim, especialmente na última década, o G7 tem ampliado esses convites porque muitos dos desafios globais atuais, como clima, energia, segurança alimentar e desenvolvimento, dependem diretamente da participação de grandes economias do Sul Global.
A participação desses países é fundamental para moldar o debate em temas como financiamento climático, adaptação às mudanças climáticas, transição energética justa e desenvolvimento sustentável. A Sputnik Brasil preparou uma lista de ocasiões em que o G7 recorreu a participações de países do Sul Global para debater temas que norteiam o cenário geopolítico atual.
A Índia foi convidada a participar em várias reuniões recentes do G7, incluindo as realizadas no Reino Unido (2021), na Alemanha (2022) e no Japão (2023). Suas contribuições envolveram segurança alimentar, cadeias globais de suprimentos, energia limpa, tecnologia digital e necessidades dos países em desenvolvimento.
Em 2022, a Indonésia participou da
cúpula do G7 na Alemanha em discussões sobre recuperação econômica pós-pandemia e cooperação entre economias desenvolvidas e emergentes. Como então presidente do G20,
o país teve um importante papel na articulação entre diferentes blocos.
Também na cúpula de 2022, o Senegal participou dos debates sobre segurança alimentar global, especialmente devido aos impactos do conflito ucraniano sobre os preços de alimentos e fertilizantes em países africanos.
Em 2024, diversos líderes africanos e representantes da União Africana foram convidados a participar da cúpula do G7, realizada na Itália, para discutir desenvolvimento econômico, infraestrutura, migração, energia e segurança alimentar. Essa participação foi considerada uma tentativa de incorporar mais perspectivas do Sul Global às discussões do G7.
O Brasil foi convidado para algumas reuniões ampliadas do G7, especialmente para debater preservação ambiental, mudanças climáticas, proteção de florestas tropicais, segurança alimentar e transição energética. Na cúpula de Hiroshima, no Japão, em 2023, o Brasil participou de discussões sobre governança global e desenvolvimento sustentável.
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