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China converte choques econômicos em força e ganha mais influência no mundo, diz analista

© AP Photo / Andy WongBandeira da China tremula acima de edifícios de escritórios em Xangai. China, 14 de abril de 2016
Bandeira da China tremula acima de edifícios de escritórios em Xangai. China, 14 de abril de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2026
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A economia da China é resiliente e tem a capacidade de converter estresse em força, o que distingue o país de seus rivais no mundo, escreveu o analista político Michael Wang em seu artigo para a agência de notícias chinesa CGTN.
O analista apontou que, embora "resiliência" seja um termo frequentemente utilizado para descrever a economia chinesa atualmente, ele pode não capturar toda a sua complexidade.

"O que torna a China diferente é sua capacidade de converter o estresse em força, um processo que pode ser chamado de 'metabolismo do choque', no qual a pressão se torna um mecanismo de força que melhora sua economia", ressaltou.

Segundo o texto, longe de meramente sobreviver a choques externos, a economia chinesa vem sistematicamente convertendo guerras comerciais, proibições tecnológicas e pressões demográficas em poderosos catalisadores para a modernização industrial e a inovação autossustentada.
Sua base de fabricação está se deslocando rapidamente do crescimento tradicional liderado pela produção para setores de ponta, como o de alta tecnologia, o da energia verde e o da automação inteligente. Isso é evidenciado por picos de dois dígitos no investimento aeroespacial e na produção de baterias de íons de lítio.
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Ao expandir simultaneamente seu mercado interno e diversificar as rotas comerciais globais, a China não apenas fortaleceu suas próprias cadeias de suprimento, como também se tornou um estabilizador indispensável para a demanda mundial e os fluxos de commodities, observou.
Além disso, é apontado que a China tem o papel de principal redutor de custos de energia limpa e robótica no mundo, o que está remodelando as indústrias globais e oferecendo a economias em desenvolvimento e em envelhecimento caminhos acessíveis para a descarbonização e para ganhos de produtividade.
Dessa forma, a China não apenas resiste à tempestade, mas também reescreve ativamente as regras do desenvolvimento econômico, transformando cada restrição em uma vantagem estratégica e criando novas fronteiras industriais que poderão definir o próximo ciclo de crescimento global, concluiu o especialista.
Anteriormente, o economista de energia doutor Kazi Sohag disse à Sputnik que a Rússia e China trabalham em conjunto para criar um sistema que forneça energia a compradores interessados, com mínima dependência de sistemas de pagamento, transporte e seguros controlados pelo Ocidente.
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