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Impasse em acordo com Irã: Trump não controla Netanyahu e EUA não controlam Israel, diz analista (VÍDEOS)
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Apesar das tentativas de se chegar a um entendimento por um cessar-fogo duradouro no Oriente Médio, Washington não consegue avançar nas tratativas com o Irã... 22.06.2026, Sputnik Brasil
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Nesse sentido, Rafael Firme, mestrando em estudos estratégicos internacionais e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Mundo Árabe (NUPRIMA), aponta, em entrevista à Sputnik Brasil, que a estabilidade regional dependerá sobretudo dos desdobramentos no Líbano. Apesar das discordâncias manifestadas publicamente por Donald Trump e seu vice, J.D. Vance, Israel mantém os ataques, o que demonstra que Washington já não exerce a mesma influência sobre seu principal parceiro no Oriente Médio.Uma das razões para tanto recuo nas negociações é que a Casa Branca excluiu os israelenses da negociação direta com os iranianos, segundo o pesquisador, o que acaba deixando as tratativas entre Washington e Teerã por uma resolução, de certa forma, frágeis.Distanciamento entre EUA e Israel se torna tendênciaPara Firme, o futuro dessa relação histórica, marcada muitas vezes por alinhamento automático entre ambas as partes, pode, no atual momento, devido a esse episódio que traz muitos contratempos para a Casa Branca, ser o início de um afastamento gradual entre os dois polos.O especialista também acredita que, para as diretrizes e pretensões da política externa estadunidense, seria necessária a troca de Netanyahu no cargo de primeiro-ministro, ou seja, alguém sobre quem fosse possível ter maior ingerência.Objetivos políticos distintos acentuam o 'fogo amigo'Embora geograficamente distantes do conflito entre Israel e Irã, os EUA sofrem amplos impactos políticos e econômicos. O controle iraniano sobre o estreito de Ormuz ameaça um fluxo comercial vital para a economia norte-americana, justificando o empenho da administração Trump em selar um acordo. Contudo, como elucida Rafael Firme, os objetivos entre os aliados são distintos, o que cria um atrito no âmbito norte-americano-israelense.Diante desse cenário complexo, fica evidente que qualquer avanço diplomático construído em gabinetes permanece frágil e refém da realidade. Com isso, países que outrora mantinham uma aliança histórica, como EUA e Israel, passam a ter uma relação desgastada pelos sucessivos recuos e interesses distintos de ambos os governos na atual crise no Oriente Médio.
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Trump não controla Netanyahu e os EUA não controlam Israel, diz analista
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Há pressão do governo israelense na política dos EUA, comenta pesquisador
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Impasse em acordo com Irã: Trump não controla Netanyahu e EUA não controlam Israel, diz analista (VÍDEOS)
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Apesar das tentativas de se chegar a um entendimento por um cessar-fogo duradouro no Oriente Médio, Washington não consegue avançar nas tratativas com o Irã por alguns aspectos. Dentre eles, os constantes ataques de Tel Aviv a Beirute, que acabam levando as negociações de volta ao ponto de partida e causando um racha entre aliados históricos.
Nesse sentido, Rafael Firme, mestrando em estudos estratégicos internacionais e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Mundo Árabe (NUPRIMA), aponta, em entrevista à Sputnik Brasil, que a estabilidade regional dependerá sobretudo dos desdobramentos no Líbano.
Apesar das discordâncias manifestadas publicamente por Donald
Trump e seu vice, J.D. Vance, Israel mantém os ataques, o que demonstra que Washington já não exerce a mesma influência sobre seu principal parceiro no Oriente Médio.
"Os EUA entenderam que perderam a guerra, na minha concepção, e têm que sair desse conflito, porque há eleições [legislativas de meio de mandato em novembro], além de a gasolina estar cara. Então, terão que fazer concessões, e os próximos capítulos dependem do Líbano e também de Tel Aviv e sua postura. Mas o que se percebe é que Trump não controla Netanyahu e os EUA não controlam Israel", afirmou.
Uma das razões para tanto recuo nas negociações é que a Casa Branca excluiu os israelenses da negociação direta com os iranianos, segundo o pesquisador, o que acaba deixando as tratativas entre Washington e Teerã por uma resolução, de certa forma, frágeis.
"Nos 14 pontos do Memorando de Entendimento, os EUA e seus aliados, Israel não aparece em nenhum momento no memorando. Os Estados Unidos e aliados chegam a um acordo com a República Islâmica do Irã, e também não mencionam a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Isso é importante", comenta.
Distanciamento entre EUA e Israel se torna tendência
Para Firme, o futuro dessa relação histórica, marcada muitas vezes por alinhamento automático entre ambas as partes, pode, no atual momento, devido a esse episódio que traz muitos contratempos para a Casa Branca, ser
o início de um afastamento gradual entre os dois polos."A tendência é um distanciamento de Trump com Netanyahu primeiro, porque Netanyahu é um bom primeiro-ministro para fazer a guerra, assim como seus ministros, seu governo e seu gabinete atual. Trump não quer mais a guerra e entendeu que é um prejuízo doméstico e que deixou a imagem americana arranhada", destaca.
O especialista também acredita que, para as diretrizes e pretensões da política externa estadunidense, seria necessária a troca de Netanyahu no cargo de primeiro-ministro, ou seja, alguém sobre quem fosse possível ter maior ingerência.
"Trump precisa de um novo primeiro-ministro [que busque] a paz e a conciliação, digamos assim, e Netanyahu não é esse cara. Então, já vemos sinalizações de Trump, de Vance e de Rubio criticando Netanyahu e o Estado de Israel. Portanto, acho que eles querem uma mudança de governo em Israel", observa.
Objetivos políticos distintos acentuam o 'fogo amigo'
Embora geograficamente distantes do conflito entre Israel e Irã, os EUA sofrem amplos impactos políticos e econômicos. O controle iraniano sobre o estreito de Ormuz ameaça um fluxo comercial vital para a economia norte-americana, justificando o empenho da administração Trump em selar um acordo. Contudo, como elucida Rafael Firme, os objetivos entre os aliados são distintos, o que cria um atrito no âmbito norte-americano-israelense.
"O primeiro ponto é a pressão do governo israelense sobre o de Donald Trump. Além da política doméstica israelense, porque viver no norte de Israel deve ser terrível com sirene e intervenção o tempo inteiro. Fora todos os reparos que as famílias devem estar solicitando a partir do 7 de outubro. Por fim, a política externa israelense é agressiva", conclui.
Diante desse cenário complexo, fica evidente que qualquer avanço diplomático construído em gabinetes permanece frágil e refém da realidade. Com isso, países que outrora mantinham uma aliança histórica, como EUA e Israel, passam a ter uma relação desgastada pelos sucessivos recuos e interesses distintos de ambos os governos na atual crise
no Oriente Médio. Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
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