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Guerra no Irã esgotou defesa antiaérea dos EUA e os tornou fracos perante China, diz mídia

© AP Photo / Andrew Caballero-ReynoldsMembro da Força Aérea dos EUA perto de uma bateria de mísseis Patriot na base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, região central da Arábia Saudita, 20 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
Membro da Força Aérea dos EUA perto de uma bateria de mísseis Patriot na base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, região central da Arábia Saudita, 20 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 23.06.2026
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Os Estados Unidos não têm a capacidade de produzir mísseis interceptores adicionais após a guerra no Oriente Médio, escreve uma revista estadunidense.
A revista aponta que os obstáculos na cadeia de suprimento de mísseis dos Estados Unidos são, fundamentalmente, sistêmicos.

"A operação Fúria Épica contra o Irã consumiu mísseis interceptores avançados a um ritmo muito mais rápido do que a base industrial de defesa dos Estados Unidos consegue repor", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a produção dos mísseis antiaéreos estadunidenses não pode ser ampliada rapidamente, pois há gargalos críticos, como a falta de motores de foguete sólidos, de ferramentas especializadas e de uma força de trabalho qualificada, além de verificações de segurança que limitam a produção mais do que o financiamento.
Embora o Congresso dos EUA e o Pentágono tenham aumentado significativamente os orçamentos de aquisição, a reposição dos estoques levará anos e muitos interceptores não serão totalmente substituídos antes de 2028-2030, observa o artigo.
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Além disso, é destacado que esse atraso impõe escolhas difíceis: mísseis disparados no Oriente Médio não estarão mais disponíveis para defender as forças dos EUA e de seus aliados na região do Indo-Pacífico.
Em um conflito de alta intensidade com a China, esses estoques de defesa antiaérea esgotados enfraqueceriam significativamente a postura das forças norte-americanas e a dissuasão regional, conclui a reportagem.
Anteriormente, um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) informou que os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de seus arsenais durante o conflito com o Irã.
O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas semanas levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.
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