Presidente interina da Venezuela declara estado de emergência após terremoto (VÍDEOS)

© AP Photo / Ariana CubillosA presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante evento oficial, em Caracas, na Venezuela, em 13 de abril de 2026
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante evento oficial, em Caracas, na Venezuela, em 13 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 24.06.2026
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou na noite desta quarta-feira (24) estado de emergência na Venezuela diante do terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a capital, Caracas, e outras regiões do país.
Em mensagem à nação, ela expressou condolências às famílias das vítimas e anunciou que ativou o Estado-Maior, composto por diversos integrantes de seu governo, entre eles o ministro das Relações Interiores, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello.
"Anuncio que não haverá aulas nos próximos dias desta semana, assim como haverá suspensão de atividades que não estejam relacionadas a serviços essenciais. Também ativamos todo o sistema de saúde público e privado do país, especialmente nas áreas mais afetadas", afirmou.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), as estimativas de mortos são entre 10 mil a 100 mil, devido à força do tremor e à ampla área atingida para realizar essa previsão. Ainda segundo o órgão, dois sismos atingiram a Venezuela, um de magnitude de 7,2 na escala de Richter, e outro de 7,5 apenas alguns segundos depois.
O terremoto teve epicentro 21 quilômetros a oeste de Morón, no norte do território venezuelano, com profundidade de 10 quilômetros, e foi sentido em outros países da região. Capitais brasileiras como Manaus e Belém reportaram tremores.
Rodríguez informou que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado devido aos danos causados pelos tremores.
O presidente do país, Nicolás Maduro, que está sob custódia dos Estados Unidos, enviou mensagem aos venezuelanos após terremotos:

"Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide de suas crianças, de seus idosos e de seus enfermos, e que todos apoiemos o trabalho das equipes de resgate, da PNB [Polícia Nacional Bolivariana], da FANB [Força Armada Nacional Bolivariana], da Defesa Civil, dos médicos, bombeiros, trabalhadores e voluntários", diz a mensagem publicada na rede social X.

Além disso, Maduro fez um apelo à unidade nacional: "A Venezuela já enfrentou grandes desafios e também superaremos este, com força, fé, disciplina e solidariedade."
Alertas de tsunami foram emitidos para Porto Rico, Ilhas Virgens, Aruba, Curaçao e Bonaire. A profundidade do tremor foi de pelo menos 10 quilômetros.
O terremoto ocorreu no feriado da Batalha de Carabobo, que marca a vitória militar de 1821, quando a Venezuela conquistou a independência da Espanha.
Em um pronunciamento mais cedo, Diosdado Cabello afirmou que existem "várias áreas críticas" e "situações muito alarmantes" em Caracas e outras regiões do país, e recomendou à população que não permaneça dentro de edifícios e se mantenha afastada de estruturas devido ao risco potencial de desabamento ou queda.

Brasil e América Latina se pronunciam

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o terremoto em suas redes sociais.

"Tomei conhecimento, com grande preocupação e consternação, dos impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela nesta quarta (24). Instruí o Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar. Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades."

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por sua vez, declarou que monitora a situação na Venezuela e esclarece que, até o momento, não há notícia de brasileiros entre os atingidos.
Assim como o Brasil, outros governos da região também se pronunciaram. O México, através de sua chancelaria, publicou uma nota na qual expressou solidariedade ao povo venezuelano.
Já a Bolívia afirmou que nesses "momentos de dificuldade", o país acompanha fraternalmente o povo venezuelano e expressa seus sinceros desejos pela recuperação das pessoas afetadas. O Equador expressou solidariedade com o povo venezuelano, em especial os habitantes de Caracas. O governo do Chile se prontificou a prestar ajuda humanitária e a ajudar nos trabalhos de resgate.
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