https://noticiabrasil.net.br/20260624/declinio-populacional-ameaca-capacidade-de-sustentacao-do-brasil-avalia-historiador-51612888.html
Declínio populacional ameaça capacidade de sustentação do Brasil, avalia historiador
Declínio populacional ameaça capacidade de sustentação do Brasil, avalia historiador
Sputnik Brasil
Ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, historiador alerta que a queda demográfica em países como o Brasil, onde a população está envelhecendo e a taxa de... 24.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-24T16:30-0300
2026-06-24T16:30-0300
2026-06-24T16:30-0300
panorama internacional
mundo
brasil
japão
china
podcast
mundioka
exclusiva
rússia
ricardo cabral
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/06/18/51614252_0:183:2990:1865_1920x0_80_0_0_b029b3206fea5a410e7abf9111bd41c6.jpg
A Índia entrou oficialmente no grupo de países com fecundidade abaixo da taxa de reposição populacional, cerca de 2,1 filhos por mulher. O país, o mais populoso do planeta, começa a trilhar o mesmo caminho que já preocupa grande parte do planeta, como Brasil, México e Estados Unidos, nas Américas; a maior parte dos países europeus; e vários da Ásia, como Japão, Coreia do Sul e até mesmo a China.O pior caso é o da Coreia do Sul, que, se continuar seu declínio populacional, em 40 anos terá metade da população atual. Já na China, a população caiu pelo quarto ano consecutivo, e na Alemanha já se fala em criar um imposto para quem não tem filhos.Em entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, o escritor e doutor em história Ricardo Cabral destaca que a baixa taxa de reposição ameaça a qualidade de vida e a própria sobrevivência do Estado. Em sua fala, o historiador focou o caso brasileiro.Em sua opinião, o Brasil, que hoje tem 213 milhões de habitantes e vê sua população envelhecer, conseguiria suportar sem problemas uma população de 350 milhões, por ser um grande produtor de alimentos.Porém, faltam incentivos como aqueles adotados por países como a Rússia, que estimula a população jovem a ter pelo menos dois filhos ao oferecer políticas de apoio financeiro e educacional.Tais medidas são parte de um projeto de Estado da Rússia que tem como objetivos aumentar e manter a população do país, controlar tecnologias e avançar no índice de desenvolvimento humano (IDH). Enquanto isso, o Brasil carece de uma política de Estado voltada para essa questão.Para o especialista, países que sofrem com o declínio populacional ao mesmo tempo que vivenciam um aumento na expectativa de vida passarão por um processo em que a robótica terá cada vez mais espaço. Ele cita como exemplo o Japão.Ao programa, ele afirma que a principal questão a ser resolvida no momento é estabilizar a taxa de reposição.Para Cabral, um método para o Brasil fazer sua população voltar a crescer seria desconcentrar suas grandes cidades, como a Rússia fez, criando polos regionais fortes. "É um sistema que seria interessante aqui no Brasil, você potencializar cidade média e cidade no interior. Se você for ver a riqueza, tirando o Rio [de Janeiro], São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, a riqueza, mesmo nesses estados, a riqueza está no interior."Ele afirma que o Estado deve criar condições que permitam a migração da população das grandes cidades para o interior do país, oferecendo, por exemplo, aluguel social em um bom condomínio e segurança pública.
https://noticiabrasil.net.br/20250516/brasil-registra-menor-numero-de-nascimentos-dos-ultimos-50-anos-populacao-comeca-a-encolher-em-2042-39561839.html
https://noticiabrasil.net.br/20230203/analista-com-populacao-em-queda-china-da-licoes-ao-ocidente-com-variaveis-chave-para-crescer-27377942.html
brasil
japão
china
coreia do sul
índia
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/06/18/51614252_130:0:2861:2048_1920x0_80_0_0_a50ee47d83495d41503e6f2a4f56ff28.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
mundo, brasil, japão, china, podcast, mundioka, exclusiva, rússia, ricardo cabral, coreia do sul, índia, população, população mundial, demografia, natalidade, nascimento, envelhecimento, investimentos sociais, questões sociais, filhos
mundo, brasil, japão, china, podcast, mundioka, exclusiva, rússia, ricardo cabral, coreia do sul, índia, população, população mundial, demografia, natalidade, nascimento, envelhecimento, investimentos sociais, questões sociais, filhos
Declínio populacional ameaça capacidade de sustentação do Brasil, avalia historiador
Especiais
Ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, historiador alerta que a queda demográfica em países como o Brasil, onde a população está envelhecendo e a taxa de fecundidade segue abaixo do nível de reposição, impõe desafios à defesa e à própria sobrevivência do Estado.
A Índia entrou oficialmente no grupo de países com fecundidade abaixo da taxa de reposição populacional, cerca de 2,1 filhos por mulher. O país, o mais populoso do planeta, começa a trilhar o mesmo caminho que já preocupa grande parte do planeta, como Brasil, México e Estados Unidos, nas Américas; a maior parte dos países europeus; e
vários da Ásia, como Japão, Coreia do Sul e até mesmo a China.
O pior caso é o da Coreia do Sul, que, se continuar seu declínio populacional, em 40 anos terá metade da população atual. Já na China, a população caiu pelo quarto ano consecutivo, e na Alemanha já se fala em criar um imposto para quem não tem filhos.
Em entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, o escritor e doutor em história Ricardo Cabral destaca que a baixa taxa de reposição ameaça a qualidade de vida e a própria sobrevivência do Estado. Em sua fala, o historiador focou o caso brasileiro.
"Com o declínio demográfico e com a população exigindo cada vez mais direitos, uma vida mais digna, e solicitando uma presença maior do Estado, não fica viável financeiramente."
Em sua opinião, o Brasil, que hoje tem 213 milhões de habitantes e
vê sua população envelhecer, conseguiria suportar sem problemas uma população de 350 milhões, por ser um grande produtor de alimentos.
Porém, faltam incentivos como aqueles adotados por países como a Rússia, que estimula a população jovem a ter pelo menos dois filhos ao oferecer políticas de apoio financeiro e educacional.
"Se a mulher quiser ficar em casa [cuidando dos filhos], vão pagar um salário para ela. […] Enquanto outras preferem trabalhar, ela vai receber um salário digno para isso. Então são coisas que foram pensadas na Rússia e que nós poderíamos trazer aqui para o Brasil."
Tais medidas são parte de um projeto de Estado da Rússia que tem como objetivos aumentar e manter a população do país, controlar tecnologias e avançar no índice de desenvolvimento humano (IDH). Enquanto isso, o Brasil carece de uma política de Estado voltada para essa questão.
Para o especialista, países que sofrem com o declínio populacional ao mesmo tempo que vivenciam um aumento na expectativa de vida passarão por um processo em que a
robótica terá cada vez mais espaço. Ele cita como exemplo o Japão.
"O Japão, em termos proporcionais, tem mais robôs até do que a China. Então já estão transicionando a mão de obra humana para mão de obra robótica."

3 de fevereiro 2023, 19:25
Ao programa, ele afirma que a principal questão a ser resolvida no momento é estabilizar a taxa de reposição.
"Há um descompasso entre natalidade e capacidade de sustentação. Isso teria que ser resolvido de forma não autoritária, de preferência. Mas países como Brasil, Rússia, para manter seu controle territorial, precisam aumentar a natalidade."
Para Cabral, um método para o Brasil fazer sua população voltar a crescer seria desconcentrar suas grandes cidades, como a Rússia fez, criando polos regionais fortes. "É um sistema que seria interessante aqui no Brasil, você potencializar cidade média e cidade no interior. Se você for ver a riqueza, tirando o Rio [de Janeiro], São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, a riqueza, mesmo nesses estados, a riqueza está no interior."
Ele afirma que o Estado deve criar condições que permitam a migração da população das grandes cidades para o interior do país, oferecendo, por exemplo, aluguel social em um bom condomínio e segurança pública.
"Levar para o interior para dar uma condição de vida melhor, não fazer como foi feito nos anos 1960, tirar o pessoal daqui e criar favelas na periferia."
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).