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Grande cisterna romana na Espanha ganha modelo 3D inédito e revela rede hidráulica antiga (FOTOS)
Grande cisterna romana na Espanha ganha modelo 3D inédito e revela rede hidráulica antiga (FOTOS)
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Um estudo recente produziu o modelo 3D mais detalhado até o momento da Grande Cisterna da Sierra Aznar, uma enorme estrutura romana de armazenamento de água... 24.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-24T11:10-0300
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A revista aponta que o estudo oferece aos arqueólogos uma visão mais clara de como o sistema funcionava e de como o sítio evoluiu ao longo de quase 2.000 anos. Construída no século I d.C., ela fazia parte de uma rede mais ampla, utilizada para captar, armazenar e transportar água por toda a região, observa a matéria.Segundo o artigo, para construir uma reconstrução digital de alta precisão, a equipe utilizou 513 fotografias, 11 varreduras a laser e alvos de levantamento medidos com instrumentos de alta precisão. A fotogrametria revelou-se ligeiramente mais precisa do que a varredura a laser nas condições de campo e ambos os métodos produziram dados adequados para análise arqueológica.A partir do modelo concluído, estimou-se que a capacidade máxima da cisterna é de cerca de 2.180 metros cúbicos (2,18 milhões de litros), com uma área de base de aproximadamente 437 metros quadrados e uma profundidade de cerca de cinco metros.O sedimento acumulado em seu interior foi estimado em cerca de 820 metros cúbicos, preenchendo aproximadamente 37,5% de seu volume original. Em alguns pontos, os depósitos ultrapassavam dois metros, registrando processos naturais de longo prazo e uso pós-romano.Os pesquisadores também modelaram bacias de sedimentação adjacentes e uma fonte e constataram que a cisterna estava situada no ponto mais alto da encosta, as bacias em um nível inferior e a fonte no ponto mais baixo. Isso indica um fluxo impulsionado pela gravidade, tendo a cisterna como principal reservatório.Embora nenhum canal tenha sobrevivido até hoje, as diferentes posições, elevações e capacidades (cisterna: 2.180 m³; bacias combinadas: 95 m³; fonte: 443 m³) apontam para um sistema coordenado no qual a água era armazenada, deixada para decantar e, em seguida, distribuída, conclui a reportagem.
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Grande cisterna romana na Espanha ganha modelo 3D inédito e revela rede hidráulica antiga (FOTOS)
11:10 24.06.2026 (atualizado: 11:26 24.06.2026) Um estudo recente produziu o modelo 3D mais detalhado até o momento da Grande Cisterna da Sierra Aznar, uma enorme estrutura romana de armazenamento de água localizada no sul da Espanha, escreve a revista Archaeology News.
A revista
aponta que o estudo oferece aos arqueólogos uma visão mais clara de como o sistema funcionava e de como o sítio evoluiu ao longo de quase 2.000 anos.
Construída no século I d.C., ela fazia parte de uma rede mais ampla, utilizada para captar, armazenar e transportar água por toda a região, observa a matéria.
"Para registrar o monumento, os pesquisadores combinaram fotogrametria e varredura a laser terrestre. A fotogrametria usa centenas de fotografias para criar um modelo digital em 3D. Já a varredura a laser registra milhões de medições nas superfícies. Juntos, esses dois métodos produziram uma cópia digital detalhada da cisterna", ressalta a publicação.
Nuvem de pontos tridimensional da Grande Cisterna obtida por meio de fotogrametria.
Alvos georreferenciados na nuvem de pontos.
Nuvem de pontos tridimensional da Grande Cisterna obtida por meio de fotogrametria.
Alvos georreferenciados na nuvem de pontos.
Segundo o artigo, para construir uma reconstrução digital de alta precisão, a equipe utilizou 513 fotografias,
11 varreduras a laser e alvos de levantamento medidos com instrumentos de alta precisão. A fotogrametria revelou-se ligeiramente mais precisa do que a varredura a laser nas condições de campo e ambos os métodos produziram dados adequados para
análise arqueológica.
A partir do modelo concluído, estimou-se que a capacidade máxima da cisterna é de cerca de 2.180 metros cúbicos (2,18 milhões de litros), com uma área de base de aproximadamente 437 metros quadrados e uma profundidade de cerca de cinco metros.
O sedimento acumulado em seu interior foi estimado em cerca de 820 metros cúbicos,
preenchendo aproximadamente 37,5% de seu volume original. Em alguns pontos, os depósitos ultrapassavam dois metros, registrando processos naturais de longo prazo e
uso pós-romano.
Os pesquisadores também modelaram bacias de sedimentação adjacentes e uma fonte e constataram que a cisterna estava situada no ponto mais alto da encosta, as bacias em um nível inferior e a fonte no ponto mais baixo. Isso indica um fluxo impulsionado pela gravidade, tendo a cisterna como principal reservatório.
Embora nenhum canal tenha sobrevivido até hoje, as diferentes posições, elevações e capacidades (cisterna: 2.180 m³; bacias combinadas: 95 m³; fonte: 443 m³) apontam para um sistema coordenado no qual a água era armazenada, deixada para decantar e, em seguida, distribuída, conclui a reportagem.
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