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Jaques Wagner deixa a liderança do governo Senado após conversa com Lula

© Foto / Agência Senado / Geraldo MagelaSenador Jaques Wagner (PT-BA) conduz reunião no Senado, em 25 de maio de 2022
Senador Jaques Wagner (PT-BA) conduz reunião no Senado, em 25 de maio de 2022 
 - Sputnik Brasil, 1920, 24.06.2026
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou nesta quarta-feira (24) a liderança do governo no Senado após se reunir com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar é suspeito de ter atuado em prol do Banco Master e foi alvo de uma ação da Polícia Federal (PF) na última semana.
Segundo o senador, a decisão foi tomada em "comum acordo" em uma reunião no Palácio do Planalto, marcada por uma "conversa entre amigos".
"Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado."
Os últimos dias foram marcados por pressões para que o líder do governo no Senado deixasse essa posição. Entre os políticos que formaram coro pela saída de Jaques Wagner, está Simone Tebet, ex-ministra do governo Lula.
"Ele já deveria ter entregado o cargo. Falo como advogada, tá? Eu falo como advogada: todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório, mas ele é líder do governo. Então, para não expor o próprio governo, ele deve pedir, obviamente, a meu ver, o afastamento. Até para que possa cuidar de sua defesa e fazer os movimentos que achar pertinentes."
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) - Sputnik Brasil, 1920, 17.06.2026
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PF: Hugo Motta pediu a Daniel Vorcaro para liberar empréstimo à empresa de cunhada

Compliance Zero

A PF apura se Jaques Wagner atuou por interesses do Banco Master em troca de benefícios, como repasses milionários, imóvel e uso de aeronaves, em meio à nona fase da operação Compliance Zero, que mira suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
De acordo com as apurações, o foco dessa etapa é a relação entre Wagner e Augusto Lima, aliado de Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central do Brasil em fevereiro. Os investigadores analisam se o senador atuou em favor de projetos de interesse do Banco Master no Congresso, como a chamada "Emenda Master", e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.
Em troca, a PF suspeita que o parlamentar tenha recebido benefícios indevidos, incluindo um apartamento, repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de empresa ligada a familiares, além do uso de aeronaves e ingressos para shows. As suspeitas surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima.
Ainda segundo a mídia, os fatos investigados podem configurar corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação, iniciada em 2025, começou após indícios de que o Banco Master emitia títulos sem garantias adequadas, prometendo rentabilidade acima do mercado.
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