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EUA bombardeiam Irã após acusar país persa de atacar embarcações no estreito de Ormuz

© Amirhosein KhorgooiNavios de carga, incluindo graneleiros e navios de carga geral, estão ancorados ao largo da costa, enquanto uma pequena lancha passa em primeiro plano, no estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas. Irã, 4 de maio de 2026
Navios de carga, incluindo graneleiros e navios de carga geral, estão ancorados ao largo da costa, enquanto uma pequena lancha passa em primeiro plano, no estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas. Irã, 4 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 26.06.2026
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O governo dos EUA informou nesta sexta-feira (26) que bombardeou a região do estreito de Ormuz. A justificativa foi que o país persa violou o cessar-fogo, assinado no último dia 17 para encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) afirmou que atacou pelo ar locais de armazenamentos de mísseis e drones iranianos, além de equipamentos de radar no litoral sul do país.
"A agressão não provocada contra a navegação comercial por parte das forças iranianas violou claramente o cessar-fogo", comunicou o CENTCOM nas redes sociais.
O presidente estadunidense, Donald Trump, descreveu o incidente em Ormuz como "violação insensata" da trégua acordada.
O Irã, por sua vez, informou que a cidade de Sirik, ao leste do estreito, foi atacada. O Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica disse estar preparado para os combates e afirmou que responderá ao ataque "no momento e no local que considerar apropriados". A Irã acrescentou que as forças iranianas frustraram o ataque americano e obrigaram as forças inimigas a recuar.
A Organização Marítima Internacional (OMI) informou que, nos últimos três dias, pelo menos 2,5 mil marinheiros, a bordo de 115 navios, foram evacuados com segurança do estreito.O organismo esclareceu que o plano de evacuação foi suspenso temporariamente em 25 de junho, após um ataque contra um navio cargueiro na costa de Omã. A embarcação navegava fora dos corredores seguros estabelecidos pela OMI.
A organização informou que mantém conversações com Irã, Omã e Estados Unidos para restabelecer as garantias de segurança e retomar as evacuações no Estreito de Ormuz.
O Irã afirma que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto ao tráfego marítimo, sem que qualquer país restrinja a liberdade de navegação. Além disso, declarou que não pode garantir a segurança da navegação de embarcações que transitem fora de sua jurisdição.
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Com 14 pontos, o acordo de paz determinou a reabertura do estreito de Ormuz e prazo de 60 dias, podendo ser estendido, para que os dois países entrassem em acordo sobre outros pontos, incluindo o programa nuclear iraniano.
O acordo tenta encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro, depois que os EUA e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, causando danos e vítimas civis.
O Irã respondeu atacando o território israelense e instalações militares americanas no Oriente Médio. Em seguida, Israel começou a bombardear também o Líbano, em resposta a supostos ataques por parte do grupo Hezbollah, aliado do Irã.
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