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Ministro da Defesa vai à Venezuela para ampliar cooperação brasileira em resposta aos terremotos

© Foto / Marcelo Camargo/Agência BrasilO ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante a posse do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, em Brasília, 12 de novembro de 2024
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante a posse do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, em Brasília, 12 de novembro de 2024  - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2026
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O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, viajará nesta terça-feira (30) a Caracas para tratar da ampliação da assistência brasileira à Venezuela após os terremotos que atingiram o país na última semana e deixaram um rastro de destruição.
Durante a visita, Múcio terá reuniões com autoridades venezuelanas, entre elas o ministro da Defesa, Gustavo González López, para discutir as ações conjuntas de apoio humanitário e reconstrução das áreas afetadas.
Em nota, o Ministério da Defesa informou que o objetivo é reforçar a cooperação com o país vizinho diante da emergência provocada pelos tremores. "O Brasil deverá apoiar a Venezuela em seus esforços para cuidar dos desabrigados no país e para reconstruir as áreas afetadas pelo terremoto", afirmou a pasta.
Paralelamente à agenda do ministro, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviará o quinto voo da missão humanitária à Venezuela. A aeronave partirá da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, transportando equipamentos destinados à ampliação do hospital de campanha brasileiro instalado em La Guaira.
A operação também inclui o envio de cerca de 5,5 toneladas de medicamentos, testes rápidos e outros insumos fornecidos pelo Ministério da Saúde, conforme solicitação do governo venezuelano. Segundo a pasta, as doações foram realizadas sem comprometer os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).
A missão integra a assistência humanitária prestada pelo governo brasileiro às autoridades venezuelanas após os terremotos, que mobilizou o envio de equipes, estrutura hospitalar e suprimentos para atendimento às vítimas.
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Desastre é um dos piores das últimas décadas na Venezuela

Na última semana, dois abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país em um curto intervalo de tempo, provocando destruição em diversas regiões e se tornando uma dos piores desastres no país em décadas. Diversos edifícios residenciais foram destruídos, além de danos significativos à infraestrutura urbana, hospitais e serviços públicos.
Conforme o coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, Gianluca Rampolla Del Tindaro, desde então já foram registradas mais de 500 réplicas após os tremores iniciais. Segundo ele, as equipes de resgate e assistência humanitária continuam a atuar em um ambiente de alto risco, enquanto o número de vítimas do desastre aumenta.
"Como se pode imaginar, continuamos operando em um ambiente de alto risco. Sete estados foram afetados. Os mais atingidos são o estado de La Guaira e o Distrito Capital de Caracas", acrescentou.
A ONU e o governo venezuelano iniciaram a aquisição de 10 mil sacos para cadáveres diante da expectativa de que o número de mortos continue a aumentar.
Mais cedo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que o número de mortes subiu para 1.719. Outras 5.034 pessoas ficaram feridas e 15.866 permanecem desalojadas, em consequência dos terremotos. As projeções das Nações Unidas apontam que mais de 55 mil pessoas podem ter morrido por conta do desastre.
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