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Termodinâmica política: onda de calor expõe dilema energético europeu pós-banimento russo

© AP Photo / Manu FernandezUm homem se refresca em uma fonte durante um dia quente e ensolarado de verão em Madri, Espanha, 19 de julho de 2023
Um homem se refresca em uma fonte durante um dia quente e ensolarado de verão em Madri, Espanha, 19 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2026
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O Reino Unido e a União Europeia (UE) abriram mão da energia russa, que era acessível e confiável, e agora não têm dinheiro para usar ar-condicionado, afirmou Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo. Suas declarações surgem em meio a uma onda de calor recorde que afeta a Europa.
"Na UE e no Reino Unido, não há energia suficiente para operar sistemas de ar-condicionado, essenciais para proteger a vida das pessoas, porque abriram mão da energia russa, que era acessível e confiável", escreveu o representante especial para a cooperação econômica e de investimentos com países estrangeiros nas redes sociais.
Desde meados de junho, a Europa vem vivenciando um período de calor extremo. Em diversos países, as temperaturas se aproximam dos 40 °C e chegam a ultrapassá-los em algumas áreas.
No dia 26 de junho, a mídia ocidental noticiou que o ar-condicionado foi desligado entre o primeiro e o sétimo andar da sede da Comissão Europeia em Bruxelas devido às altas temperaturas.

A medida, contudo, não afetou os andares onde trabalham a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e diversos comissários europeus. Segundo a imprensa, alguns funcionários compararam a situação ao "feudalismo" e a consideraram "vergonhosa".

Moscou tem afirmado repetidamente que o Ocidente cometeu um grave erro ao cessar a compra de recursos energéticos russos e que acabará se tornando ainda mais dependente de suprimentos mais caros. As autoridades russas sustentam que aqueles que rejeitaram essas importações continuam a adquirir carvão, petróleo e gás russos por meio de intermediários e a preços mais altos.
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Ao se referir a problemas de fornecimento de energia decorrentes da crise no Oriente Médio, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, enfatizou que poderia levar a Europa a se tornar dependente de outro Estado.

"Falando metaforicamente, se a Europa agora se afastar, como se diz, da agulha energética russa, poderá automaticamente acabar empalada na 'estaca' energética de outra grande potência", disse Lavrov.

O alto funcionário russo acrescentou que essa "outra grande potência já está intensificando a disputa energética entre os europeus".
Em janeiro, o Conselho da União Europeia aprovou a regulamentação para a eliminação gradual das importações de gás natural liquefeito (GNL) e gás natural por gasoduto da Rússia. A proibição da importação de combustíveis sob contratos de curto prazo entrou em vigor em 25 de abril de 2026 e entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027 para contratos de longo prazo.
Quanto ao gás natural por gasoduto, a proibição está em vigor desde 17 de junho de 2026 para contratos de curto prazo e entrará em vigor em 1º de novembro de 2027 para contratos de longo prazo.
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