Lula critica 'entreguismo' de Flávio Bolsonaro ao pedir adiamento das tarifas contra o Brasil
17:31 02.07.2026 (atualizado: 17:49 02.07.2026)

© Foto / Ricardo Stuckert / Presidência da República
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou nesta quinta-feira (2) o que classificou como "entreguismo" da família Bolsonaro. Segundo o presidente, o clã liderado pelo ex-mandatário Jair Bolsonaro quer "submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos.
Pelas redes sociais, Lula afirmou que, sob seu governo, Brasília sempre buscará o diálogo de "igual para igual" com qualquer nação do mundo.
"É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano. Nós sempre vamos dialogar de igual para igual com qualquer nação do mundo."
O documento que Lula cita é um relatório enviado pelo pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), declarando que a confirmação do tarifaço poderia proporcionar uma vitória política a Lula, seu principal adversário na corrida pelo Palácio do Planalto.
"Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois. O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro, que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros", continuou Lula.
O presidente do Brasil também cravou que Flávio pode "entregar o Pix a interesses estrangeiros". O sistema de pagamento instantâneo digital brasileiro é uma dos grandes alvos da Seção 301, que recomendou a adoção de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas comerciais desleais.
"Como se não bastasse, querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele. Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros."
Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, o documento elaborado por Flávio e sua equipe tem 19 páginas que destacam os malefícios que a taxação pode causar tanto aos países quanto a ele próprio nas eleições. Além do relatório, o filho do ex-presidente Bolsonaro se inscreveu para falar na audiência pública referente à investigação, que deve acontecer em 7 de julho, em Washington, D.C., capital dos Estados Unidos.


