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Hungria defende relação pragmática com a Rússia e reafirma rejeição ao envio de armas para a Ucrânia

© AP Photo / Anna SzilagyiCerimônia oficial de hasteamento da bandeira para o 66º aniversário da revolta anticomunista húngara de 1956, em frente ao Parlamento da Hungria, em Budapeste, em 23 de outubro de 2022
Cerimônia oficial de hasteamento da bandeira para o 66º aniversário da revolta anticomunista húngara de 1956, em frente ao Parlamento da Hungria, em Budapeste, em 23 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 11.07.2026
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A Hungria pretende manter uma relação pragmática com a Rússia, considerada uma potência fundamental para a segurança europeia, afirmou neste sábado (11) a ministra das Relações Exteriores do país, Anita Orbán.
Por sua posição geográfica, dimensão, poder e história, a Rússia continua sendo e sempre será um país importante na Europa. Buscamos uma relação muito pragmática com Moscou, uma relação entre Estados soberanos", declarou a chanceler em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.
Ao comentar o conflito na Ucrânia, a chanceler reiterou que a posição do governo húngaro permanece inalterada quanto ao fornecimento de armamentos para Kiev.

"O eleitorado húngaro não nos deu um mandato para enviar armas, mas para ajudar de outras formas, como por meio de assistência humanitária e sanções", afirmou.

No fim de maio, o primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, também reafirmou essa posição durante encontro com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, ao declarar que o país não enviará armas nem equipamentos militares para a Ucrânia.
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Resistência à Ucrânia na União Europeia

Aliado a isso, o país se opôs ao envio de uma carta à Comissão Europeia e ao Conselho Europeu que formalizaria a posição comum dos países da União Europeia (UE) sobre a adesão da Ucrânia ao bloco.
A posição de Budapeste pode afetar o cronograma de abertura de novos capítulos das discussões de adesão com Kiev e Chisinau. Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o bloco entraria em colapso caso a Ucrânia fosse admitida como membro.
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