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Pesquisa revela que 79% dos norte-americanos esperam guerra prolongada entre EUA e Irã

© AP Photo / Vahid SalemiDestruição causada após ataque dos Estados Unidos e Israel contra a Universidade Shahid Beheshti em Teerã. 4 de abril de 2026
Destruição causada após ataque dos Estados Unidos e Israel contra a Universidade Shahid Beheshti em Teerã. 4 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 14.07.2026
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Quatro em cada cinco norte-americanos acreditam que o conflito militar entre Estados Unidos e Irã será prolongado, segundo pesquisa realizada pela agência Reuters em parceria com o instituto Ipsos, divulgada nesta segunda-feira (13). O levantamento também mostra que o apoio da população à nova ofensiva militar de Washington permanece limitado.
De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados avaliam que a guerra deve se estender por um longo período. Em março, antes da retomada das hostilidades, esse percentual era de 65%.
Apenas 18% dos participantes disseram acreditar que o conflito terminará rapidamente, em poucas semanas. Além disso, somente 37% afirmaram aprovar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar os ataques contra o Irã.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de julho, com 1.019 entrevistados. A margem de erro é de aproximadamente quatro pontos percentuais.
António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), fala durante coletiva de imprensa com Sameh Shoukry, então chanceler egípcio (fora da foto), na sede do Ministério das Relações Exteriores do país, na Nova Capital Administrativa do Egito, em 24 de março de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 13.07.2026
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Escalada militar no Oriente Médio

Os confrontos entre Estados Unidos e Irã foram retomados no fim de junho, após mais de um mês de trégua estabelecida por um acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países. O entendimento havia suspendido temporariamente as hostilidades e aberto espaço para negociações, mas acabou sendo rompido com a retomada das operações militares.
Washington justificou a ofensiva como resposta às ações de Teerã contra embarcações comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz. Em resposta, forças iranianas lançaram uma série de ataques contra instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) informou ter disparado mísseis balísticos contra a base aérea de Al Udeid, no Catar, além de atingir uma instalação de comunicações militares e um radar dos Estados Unidos no Bahrein. Segundo a mídia estatal iraniana, drones também atacaram um sistema de defesa aérea Patriot no Kuwait.
Mais cedo, Trump anunciou a retomada do bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã e afirmou que Washington pretende garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz, cobrando dos países do golfo Pérsico pelos custos da proteção militar oferecida na região.
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